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RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, paciente que denunciou cárcere passa por procedimento cirúrgico

Publicado em: 23/07/2022 18:27

 (Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
A paciente Daiana Chaves Cavalcanti, de 35 anos, transferida na última quinta-feira (21) para o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), foi submetida nesta sexta-feira (22) a um procedimento para remoção de tecido necrosado na região abaixo dos seios e na barriga. O curativo foi feito a vácuo e, em seguida, a paciente voltou para o centro de tratamento intensivo onde está recebendo cuidados especiais. De acordo com o advogado Ornélio Mota, que defende a paciente, o procedimento consistiu em tratar a parte necrosada. “Pude constatar que ela se sentia melhor, com a voz firme e já era outra pessoa”, avaliou.

Daiana se internou, no início de junho, para fazer procedimentos estéticos no abdômen e nas mamas com o cirurgião plástico Bolívar Guerrero Silva, mas, depois da cirurgia, começou a apresentar sequelas. Ela vinha pedindo transferência da unidade particular por entender que corria risco de morte, com feridas abertas. O médico Bolívar Guerrero Silva foi preso na última segunda-feira (18), por policiais da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, sob acusação de manter a paciente em cárcere privado.

Ontem, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou um habeas corpus pedido pela defesa do cirurgião plástico. O profissional segue preso, acusado de manter a paciente em cárcere privado como forma de ocultar seu estado de saúde após os procedimentos estéticos.

O desembargador Luiz Felipe Francisco avaliou que não há nenhuma ilegalidade na prisão do médico. Ele também considerou devidamente fundamentada a prorrogação da prisão temporária, determinada na quinta-feira pela juíza Priscilla Macuco Ferreira, que está à frente do caso. Segundo ela, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) precisa de mais tempo para concluir o inquérito. A magistrada também escreveu, na decisão, que Bolívar tentou atrapalhar as investigações, dificultando acesso ao prontuário da paciente.
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