COTIDIANO

Amor e dedicação ao cuidado com a saúde dos animais de estimação

Publicado em: 19/07/2022 09:11

 Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Hospital Veterinário público em Taguatinga atendimento de cães e gatos. Leila Costa com seu gatinho. - (Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Hospital Veterinário público em Taguatinga atendimento de cães e gatos. Leila Costa com seu gatinho. - (Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Tem quem diga que eles só faltam falar e que são membros da família. O amor pelos pets é tão grande que o menor sinal de que algo não vai bem com o bichinho de estimação é motivo para correr para o veterinário. No entanto, nem todos têm condição financeira de pagar um profissional de saúde animal. Nesse sentido, o Serviço Veterinário Público (Hvep), em Taguatinga Norte, atende cães e gatos doentes gratuitamente. No local, são oferecidos consultas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias e administração de medicamentos. O hospital trabalha para ampliação dos serviços ainda neste ano.

Tutora de cinco cachorros, a assistente administrativa Angela Maria Ribeiro, 50 anos, resgata animais de rua. Bento foi o sortudo da vez. Encontrado no terminal de ônibus do Gama no domingo, o cão sem raça definida (SRD) foi atropelado e estava ferido. Angela não pensou duas vezes antes de ajudar. "Sempre que eu acho algum, eu trago aqui. Acho que deveria ter mais hospitais como esse no DF, eles trabalham e fazem o possível para socorrer os animais. Atendem bem", destaca, garantindo que se cada um fizer um pouco, já será de grande valia.

Buscando atendimento de urgência, o guia turístico Pedro Mata, 28, veio da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, com a american pit bull Sol e uma filhote de poucos dias. Segundo Pedro, essa não é a primeira vez que cadela de 2 anos e meio recebe cuidados no Hvep de Taguatinga. "Eu já conhecia o hospital, porque trouxe a Sol para tratar da doença do carrapato, aqui, há um ano", relembra. Agora, a cachorra teve uma complicação no parto.

O estudante Eduardo Vaz, 18, aguardava ao lado da Princesa, uma dachshund de 6 anos. "Acho que ela está com a doença do carrapato mais uma vez, por conta dos sintomas", avalia o tutor. O jovem saiu de Samambaia Sul para trazer a cadelinha para ser atendida novamente no hospital, o mesmo que a socorreu em outras oportunidades. "É importante demais esse trabalho feito aqui. São animais muitas vezes resgatados ou que sofreram algum acidente", ressalta.

A técnica de enfermagem Leila Costa, 51, foi ao serviço gratuito pela primeira vez. A moradora de Taguatinga Sul levou o gato Tony Junior de 8 meses ao hospital após notar que o bichano estava sem comer e beber água. "O atendimento está sendo excelente. É importante, porque os animais são da nossa família", conta a tutora, que se diz "maravilhada com o serviço".

No Hvep são entregues 100 senhas por dia, sendo metade pelo agendamento on-line e a outra parte distribuída presencialmente. A entrega ocorre a partir das 7h30 e vai até as 10h ou ao limite de vagas. Para a entrega das 20 senhas emergenciais por dia, o prazo é até as 15h. O diagnóstico de emergência é definido pelo veterinário. Serviços como castração sem fim terapêutico, vacinação e vermifugação não são ofertados no hospital.

Novas especialidades
 
No momento, o Hvep oferece atendimento de clínica geral, clínica cirúrgica e ortopedia. Para setembro, a previsão é de ampliação dos serviços com as especialidades de dermatologia, oftalmologia, oncologia e cardiologia. "A gente faz até 100 vagas por dia, e a proposta do chamamento público é aumentar para 150 consultas diárias, contando com essas nossas especialidades. Além disso, a gente vai ter a internação 24h tanto para cães quanto para gatos", adianta a diretora da unidade, a médica veterinária Mayara Cauper. Atualmente, as internações no hospital encerram às 17h. 

Até maio deste ano, o Hvep realizou mais de 102 mil atendimentos, entre consultas, exames de imagem, cirurgias e demais serviços oferecidos. O número de procedimentos cirúrgicos nos primeiros cinco meses de 2022 (11.179) é três vezes maior que os realizados no mesmo períodos de 2021 (2.982).

Para evitar que os animais adoeçam, Mayara Cauper reforça a necessidade de o tutor ficar atento aos sinais de que algo possa estar errado, como falta de apetite, mudança na cor da urina e desânimo. "Realmente, observar o comportamento do animal e, quando tiver algum tipo de comportamento modificado, procurar um médico veterinário. Além de fazer as vacinações anuais e vermifugação a cada seis meses", alerta a especialista.

Com um custo abaixo do mercado, o Hospital-Escola Veterinário (Hvet) da Universidade de Brasília (UnB) é outra opção de atendimento aos pets. Os valores cobrados dependem do serviço, mas a instituição garante que podem chegar até 70% menos do que os preços praticados por clínicas e hospitais privados. Os serviços oferecidos são: atendimento clínico e cirúrgico de cães, gatos, grandes animais e animais silvestres, cardiologia de pequenos animais e exames laboratoriais. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. As consultas funcionam com horário marcado via formulário on-line, disponível neste link.

Bem-estar público
 
Vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional do Distrito Federal (OAB-DF), Ana Paula de Vasconcelos explica que o Brasil tem uma legislação rigorosa em relação aos maus tratos a cães e gatos, o que impacta no cuidado da saúde animal. "Essa questão é mais um componente nesse novo tipo de relacionamento da sociedade", ressalta a advogada.

Ana Paula destaca que, segundo a Organização Mundial da Saúde, há o conceito de saúde única que é a animal, a ambiental e a humana. "Elas são indissociáveis", pontua a vice-presidente da comissão. "A partir do momento que você investe na saúde animal e na saúde ambiental, reflete diretamente na saúde humana. Daí a necessidade de cada vez mais que o governo proporcione esse tipo de atendimento", defende. Ana Paul considera que o serviço ofertado no Hvep deveria ser ampliado para mais regiões da capital.
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