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TERRAS INDÍGENAS

Repercussão internacional faz aumentar pressão por buscas de Dom e Bruno

Publicado em: 08/06/2022 08:04

 (Foto: Carlos Vieira/CB)
Foto: Carlos Vieira/CB
A grande repercussão do desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips — num trecho entre a comunidade ribeirinha de São Rafael e Atalaia do Norte, no Amazonas —, fez com que as autoridades se mobilizassem para saber o paradeiro dos dois. A operação comandada pela Marinha começou por terra, mas, com apoio do Comando Militar da Amazônia (CMA), foi ampliada com dois helicópteros para reforçar as buscas.

Os militares passaram a se empenhar depois de serem duramente criticados por causa de uma nota em que o Exército dizia ser capaz de cumprir uma missão humanitária de busca e salvamento, mas que "aguardava instruções superiores para iniciar a operação". Assim, logo cedo a Marinha destacou uma equipe de busca e salvamento com três embarcações e moto aquática — os helicópteros vieram depois.

Já o CMA anunciou a inclusão do 4º Batalhão de Aviação do Exército, que atuará no deslocamento dos agentes da Polícia Federal. Cento e cinquenta militares especialistas em operações na selva foram destacados para o local Bruno e Dom desapareceram.

A Superintendência da PF no Amazonas enviou aeronaves e equipes para as buscas na região compreendida entre a frente de proteção etnoambiental itui-itauqai e o município de Atalaia do Norte (AM). Também estão sendo empregadas nas buscas equipes do Ministério Público Federal (MPF), das polícias Civil e Militar amazonenses, da Força Nacional e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Aventura
Em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou o desaparecimento de Bruno e Dom a firmou que "pode ser que tenham sofrido um acidente" ou que "tenham sido executados". Além disso, criticou-os pelo que chamou de "aventura não recomendável", pois estavam sozinhos em um barco.

"Duas pessoas apenas em um barco, numa região daquelas, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Pode ser um acidente, pode ser que eles tenham sido executados. As Forças Armadas estão trabalhando com muito afinco", disse.

Nas redes sociais, entidades ambientalistas e pessoas ligadas a Dom e Bruno se manifestaram, e aumentaram a pressão para que o governo se empenhe nas buscas pelos dois. A companheira do indigenista, Beatriz de Almeida, e seus dois irmãos, divulgaram uma carta cobrando informações.

"Tivemos poucas informações sobre a localização deles, o que tem aumentado esse sentimento (de angústia). Mas também temos muita esperança de que tenha sido algum acidente com o barco e que eles estejam à espera de socorro", diz a carta. Já a mulher do jornalista, Alessandra Sampaio, foi mais enfática.

"Autoridades brasileiras: nossas famílias estão desesperadas. Por favor, respondam à urgência do momento com ações urgentes. Governo do Brasil, onde estão Dom Phillips e Bruno Pereira?", cobrou.

Melanie Hopkins, encarregada de negócios do Reino Unido no Brasil, salientou que "estamos em contato com autoridades locais e oferecendo apoio consular à família. Espero que tenhamos boas notícias em breve" — publicou numa rede social.

À noite, em frente à sede da Funai, em Brasília, uma vigília se formou para homenagear Dom e Bruno.
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