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CRIME

Terapeutas denunciam homem que marcava consultas on-line para assediá-las

 (Foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
Foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press
Ao menos 21 psicólogas no Brasil — sendo três do Distrito Federal — fazem parte de uma denúncia referente a um homem que buscava por atendimento psicológico on-line, e, durante a terapia, ou até por mensagem, assediava sexualmente as profissionais.

Uma das vítimas do DF, a psicóloga Liliany Silva falou ao Correio sobre a gravidade do assunto. “O contato que ele faz é on-line para receber atendimentos particulares, então não tem a ver com obter uma clínica, por exemplo. No Distrito Federal, não temos como mensurar a quantidade de vítimas, mas atualmente existem 21 profissionais que estão na denúncia relacionada ao Ministério Público, por todo o Brasil”, disse.

Liliany também fez uma publicação detalhada em suas redes sociais contando o caso. Para a surpresa da psicóloga, mais de 200 profissionais da área comentaram a postagem, alegando também terem sido vítimas do mesmo homem.

“A gente acredita que ele pega o perfil das profissionais pela internet mesmo. No primeiro momento eu atendi a demanda por mensagem e disse que precisava marcar uma entrevista inicial, uma primeira sessão. Aí ele começa a falar que precisa explicar uma coisa antes, liga de vídeo chamada e afirma que tem uma deficiência física, e por isso tem que ser por vídeo”, relatou a vítima.

O homem entrou em contato com ela no dia 23 de janeiro. Segundo os relatos, quando as profissionais negam o atendimento, o suspeito manda mensagens ofensivas e cita palavras de cunho sexual.

Investigações
 
Como algumas profissionais de São Paulo também foram assediadas, as vítimas denunciaram o caso ao Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência do Ministério Público paulista.

Por meio de nota, o MPSP disse que “O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVV) do MPSP informa que ouviu algumas vítimas, prestou assistência e providenciou as orientações necessárias e requisitou a instauração de inquérito policial à Delegacia de Defesa da Mulher. As investigações estão em andamento para prosseguimento das diligências e correm sob sigilo”.

A reportagem também procurou a Polícia Civil de São Paulo (PCSP) para obter mais informações sobre as denúncias, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto.
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