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McDonald's retira linha McPicanha de cardápio: 'A gente vacilou'

Publicado em: 29/04/2022 16:40

 (crédito: McDonald's/Reprodução)
crédito: McDonald's/Reprodução
Após ser notificado para esclarecer a composição da linha McPicanha pelo Procon-SP e de ser proibido de vender os sanduíches no Distrito Federal, o McDonald’s informou, na tarde desta sexta-feira (29), que retirou os lanches do cardápio da rede em todo o país. O anúncio foi feito pelas redes sociais, em uma publicação em que a empresa alimentícia admite que “vacilou” em escolher o nome para o sanduíche que não é feito de picanha.

“Foi mal, galera! A gente vacilou no nome do nosso novo sanduíche. Por isso, a gente resolveu tirar ele do cardápio. Mas logo mais o sanduíche com a maior carne do Méqui e o delicioso molho sabor picanha tá de volta. Com outro nome e com o mesmo sabor que a galera amou”, escreveram no anúncio.

Na publicação, os consumidores demonstraram descontentamento com o erro da marca. “Todo esse tempo gastando caríssimo achando que estava comendo picanha e na hora era carne de big mc, o pobre não tem um dia de paz”, comentou um seguidor. O sanduíche custa R$ 37,90.

“Mc Enganação, já tenho o nome”, ironiza uma seguidora sobre o novo título da linha. “Vexame puro”, criticou outro seguidor. "Vai abaixar o preço também? kkkk”, exige outra consumidora. “Agora tem que ser mais barato, não é picanha”, complementou outro. “Só perdoo se ele não for mais 40 reais. Não tem lógica pagar 40 reais por conta de um molho”, criticou outra.

“Nossa, tadinhos! Como vocês são bonzinhos, né? Se não fosse a enxurrada de reclamações, Procon do Brasil inteiro proibindo a venda, processos de propaganda enganosa, etc, até que eu acreditaria”, disse outro.

No entanto, a marca ganhou o apoio de alguns seguidores que parabenizaram o reconhecimento do erro. “Erraram? Erraram! Mas admitiram o erro, já ganham pontos por isso”, afirmou outro seguidor. “A autocrítica é linda! Grande exemplo”, acrescentou outro.

Entenda o caso
 
A retirada do cardápio ocorreu após uma série de repercussões causadas por uma denúncia feita pela página no instagram Coma com os olhos, baseada em um memorando interno obtido com funcionários. O documento orientava os colaboradores a montarem o sanduíche da linha Mc Picanha com a mesma carne do Mc Tasty.

“De forma estratégica, deixaram uma informação extremamente relevante fora dessa divulgação [da nova linha]. A tal carne de Picanha, internamente chamada de Carne Pic, foi descontinuada. E desde o dia 5/4/2022, todos os restaurantes da rede foram notificados pela matriz que deveriam passar a usar a carne 3.1, ou seja, a carne da linha Tasty”, escreveu o blog na denúncia.

A denúncia foi recebida pelo Procon-SP, que exigiu, na quinta-feira (28), que a empresa alimentícia entregasse documentos que revelam a composição dos lanches, assim como as propagandas, para verificar se houve mesmo lesão ao consumidor.

No entanto, no meio da polêmica, o próprio McDonald’s admitiu que o sanduíche não era feito de picanha e que o nome se referia a um novo molho de picanha. A empresa disse “lamentar "que a comunicação criada sobre os novos produtos possa ter gerado dúvidas" e informou que "haverá novas peças destacando a composição dos sanduíches de maneira mais clara". O sanduíche custa entre R$ 37,90.

Ainda na quinta-feira (28), o Procon-DF proibiu as unidades da rede no Distrito Federal de comercializarem a linha, até que a propaganda e o nome sejam corrigidos.

“Na publicidade não há informação clara de que o hambúrguer contém qualquer porcentagem do corte bovino picanha. Então, a forma como o McDonald’s usa o nome 'picanha' em seu produto e na divulgação da campanha publicitária do sanduíche induzem ao entendimento de um produto composto pelo corte de carne picanha”, explica o diretor-geral do Procon, Marcelo Nascimento, em comunicado publicado na quinta (29).

"Isso induz o consumidor ao erro e se caracteriza como publicidade enganosa", acrescenta o diretor. Para o órgão, a atitude do McDonald’s caracteriza publicidade enganosa, proibida pelo artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor.

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