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MINAS GERAIS

Prédio que desabou em Belo Horizonte era irregular e não tinha projeto aprovado

Publicado em: 07/12/2021 21:09

 (Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press
O prédio em construção que desabou na Rua Gonçalo de Souza Barros, número 103, no bairro Jaqueline, Região Norte de Belo Horizonte, na madrugada desta terça-feira (7), que causou a morte de um bebê de um ano e oito meses e um homem de 35 anos, não tinha projeto aprovado, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte.

De acordo com um comunicado da PBH, o edifício em questão era irregular, ou seja, não tinha um acompanhamento técnico, planejamento, nem baixa de construção. Segundo o Corpo de Bombeiros, no momento da ocorrência do deslizamento, não chovia no local. Para a corporação, a irregularidade foi decisiva no colapso na estrutura.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, informou que as equipes foram acionadas por volta da 0h20, desta madrugada e, que, por o bairro ser próximo das unidades, as equipes conseguiram chegar ao local em cerca de cinco minutos.

Na atuação foram acionados todos os recursos da região, contando com 65 militares e 13 viaturas do Corpo de Bombeiros.

De acordo com as informações, testemunhas relataram que o primeiro edifício a desabar foi o de quatro andares, onde no primeiro andar funcionava uma oficina mecânica e outros três andares, ainda em construção. No momento do deslizamento, o prédio se encontrava vazio e, por isso, não houve vítimas.

Já na residência ao lado, a estrutura tinha três andares e sete pessoas se encontravam em casa no momento do desabamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, os moradores que estavam nos andares superiores foram os mais afetados pelo acidente.

Um casal, de aproximadamente 50 anos, conseguiu sair da residência. Duas jovens, uma de 13 e 19 anos, foram atendidas e encaminhadas ao hospital, sem ferimentos graves.

No último andar se encontravam a mulher, mãe do bebê, a filha e o padrasto dela. Apesar de o Corpo de Bombeiros ter conseguido acesso rápido à vítima, cerca de 40 minutos, eles informam que, desde o primeiro momento, a vítima relatava não sentir nem a respiração nem o batimento cardíaco da filha.

A criança não sobreviveu devido aos impactos da estrutura. A mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital.

O acesso ao padrasto, mais complicado, durou pouco mais de 4 horas, mas antes mesmo de ser retirado os escombros ele já se encontrava sem vida. Depois de retirado, o corpo foi encaminhado à Polícia Civil para que seja realizada a perícia.

A causa do acidente ainda será identificada por meio de perícia, mas a chuva do dia anterior e a irregularidade são apontadas como as principais razões.

No momento, o Corpo de Bombeiros segue no local para a retirada dos entulhos e também para o acompanhamento e apoio.
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