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Depois de 43 anos, mulher reencontra irmão e as duas filhas

Publicado em: 30/08/2021 19:25

 (Foto: PMMG/Divulgação)
Foto: PMMG/Divulgação
Há 43 anos, Maria Helenice da Silva, então com 35 anos, resolveu sair de casa, na cidade de Serranópolis de Minas, no Norte do estado, em busca de condições para dar uma vida melhor para suas filhas, Floriene, de quase 2 anos, e Lauriene, de 8 meses. Deixou as filhas com seus pais, trabalhou em várias cidades, até parar em Pompéu, na Região Central.

Desde então, não se tinha mais notícias dela. Seu irmão, Jovani, resolveu, então, procurar a Polícia Militar e contar a história. Na última sexta-feira (27), o tão esperado reencontro, cheio de emoções, aconteceu na casa de Maria Helenice, agora com 78 anos, em Pompéu.

A história do reencontro começa quando Jovani resolveu procurar o posto da PM da 11ª Região, em Serranópolis. Ele contou ao sargento Juliano Camargos a intenção de reencontrar a irmã, e que suspeitava que ela pudesse estar em alguma cidade da região.

O policial entrou em contato com seu colega de formatura do Curso de Formação de Sargentos, sargento Joel Kleiton, lotado na 118ª Companhia do 7º Batalhão, sediada em Pompéu. O militar repassou aos seus superiores a situação, obtendo o apoio do Comandante do 7º BPM, tenente-coronel Renato Pinheiro Batista, e do comandante da 7ª RPM, coronel Wemerson Lino Pimenta.

Os policiais militares iniciaram levantamentos pelas cidades que compõem a 118ª Cia PM, quando o sargento Vinícius Campos descobriu que Maria Helenice estava morando em Pompéu, informando a notícia à 11ª RPM.

De imediato, a família foi contatada em Serranópolis. Entusiasmados, o irmão e as duas filhas de Maria Helenice, resolveram fazer uma surpresa. Foram de carro até Pompéu.

O reencontro
Maria Helenice se surpreendeu com a chegada da Polícia Militar à sua porta. Não entendia o que estava acontecendo. Ao sair do carro, Jovani foi em direção à irmã e lhe deu um abraço. “Graças a Deus”, ela grita.

Em seguida, o reencontro com as filhas, Floriene e Lauriene. Abraços apertados e muitas lágrimas.

“Eu rogava a Deus todos os dias para que não morresse sem ter a oportunidade de rever as filhas, que eram muito pequeninas quando me separei delas. Lauriene, a mais nova, tinha apenas 8 meses de vida”, disse Maria Helenice. Em seguida, todos fizeram a promessa de não mais se separarem.
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