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CASO HENRY

Mãe de Henry diz que Jairinho tinha 'plano diabólico' para matar filho

Publicado em: 06/07/2021 20:45 | Atualizado em: 06/07/2021 20:58

 (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Monique Medeiros Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, condenada pela morte dele, afirma que o ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, tinha um ‘plano diabólico’ para matar o filho dela para não ter ‘empecilho’ entre os dois. A informação foi dada ao site Universa, da UOL, em entrevista de dentro do Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói.

Jairinho e ela foram presos acusados de assassinar o garoto, que morreu em 8 de março, aos 4 anos. Na entrevista, Monique afirma não ter culpa na morte de Henry e garante que foi uma boa mãe para o filho. “Fui a melhor mãe que meu filho poderia ter. Vou provar, sem manipular fatos e pessoas. Provarei da maneira mais verdadeira e justa”, disse.

“Eu errei em não acreditar que um vereador bem-sucedido, médico, ia se sujeitar a fazer uma coisa dessa com uma criança indefesa, dormindo. Como poderia imaginar que ele tinha um plano tão diabólico, de tirar o meu filho de mim para que não houvesse empecilho entre eu e ele?”, contou.

A professora também revelou o desejo de ser mãe novamente e que vai lançar um livro em que conta detalhes do relacionamento que viveu com Jairinho. Logo após a prisão, Monique afirmou que o ex-companheiro era um “homem ruim, doente, psicopata e esquizofrênico” em carta para o pai de Henry, Leniel Borel.

Apesar da alegação, conversas por aplicativos de mensagem revelam que Monique sabia do comportamento violento de Jairinho e se beneficiava dele. Em mensagens capturadas no celular da babá Thayna de Oliveira Ferreira com o pai dela, a mulher conta que após uma briga entre Monique e Jairinho, na qual o ex-vereador a agrediu, a professora ameaçou denunciá-lo caso não continuasse “pagando as contas dela”.

Para o delegado Henrique Damasceno, que chefiou as investigações do caso Henry, o conteúdo das conversas mostra que Monique teria “algum subterfúgio a lançar mão que fazia com que Jairinho se submetesse às condições por ela impostas”. Por este motivo, apesar das agressões, ela não se sentia subjugada pelo ex-namorado.

Jairinho usava capital financeiro para controlar mulheres
A quebra de sigilo de dois celulares de Jairinho permitiu que a investigação policial traçasse melhor o perfil do ex-vereador. De acordo com mensagens obtidas pela Veja, Jairinho estabelecia e mantinha relações com ex-mulheres por meio do capital financeiro que tinha.

Em conversas com Débora Mello Saraiva, assistente social com quem se relacionava ao mesmo tempo que Monique, é possível ver diversas solicitações por dinheiro para abastecer o carro da mulher, fazer compras no supermercado e até mesmo para fazer novas reformas na casa onde Débora mora, na Zona Norte do Rio. Mesmo após a morte de Henry, Débora continuou a pedir dinheiro normalmente para Jairinho.

Ela é mãe de outro menino agredido pelo político e negou as agressões no primeiro depoimento que deu para a polícia após o assassinato de Henry, mas voltou atrás. Na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), o filho de Débora, hoje com 8 anos, contou aos agentes que Jairinho colocou um papel e um pano dentro da boca e afirmou que ele não poderia engoli-los, além de colocá-lo deitado no chão e pisar no corpo dele. O sustento financeiro pode ser o motivo pelo qual Débora não denunciou as agressões.

Outra mulher presente na vida do ex-vereador era Ana Carolina Netto, ex-mulher de Jairinho. Nas conversas, é possível ver que o político pagava integralmente as contas da nutricionista. “Aguardando o que resta pra pagar as contas hoje conforme você combinou. Jairinho, você enviou 3.700 [reais]. Do nosso acordo faltava 4.000 (sic)”, escreveu ela no dia em que Henry morreu. Ana também foi vítima de agressões do ex-vereador e chegou a registrar um boletim de ocorrência contra ele em 2014. No entanto, ela retirou a queixa seis meses depois, quando reataram o relacionamento.

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