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INVESTIGAÇÕES

Militares acusados de furar fila da vacina contra a Covid-19 passam por oitivas

Publicado em: 15/04/2021 19:33

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realiza, nesta quinta-feira (15), uma oitiva com os policiais militares acusados de furar a fila da vacinação contra a Covid-19. A 2ª Prosus apura se houve ou não irregularidades na imunização dos militares. Os depoimentos continuam nesta sexta-feira (16) e na próxima segunda (19).

O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Julian Rocha Pontes; o ex-subcomandante-geral coronel Cláudio Fernando Condi e o irmão dele, o subcomandante operacional do 2º Comando de Policiamento Regional, tenente-coronel Eduardo Condi são acusados de tomar a vacina antes da hora. Após as acusações, os dois primeiros foram exonerados do cargo no início de abril.

O terceiro envolvido nas acusações, Eduardo Condi, passou a atuar na área administrativa da corporação após ser indiciado no caso da Naja, que tomou grandes proporções no Distrito Federal. Ele é padrasto de Pedro Henrique Krambeck, o estudante de medicina veterinária picado pela serpente, e, no esquema criminoso, teria dado suporte financeiro e material para que a residência servisse de cativeiro ilegal para  cobras. O tenente-coronel responde a 23 processos por tráfico de animais silvestres, fraude processual, maus-tratos e associação criminosa.

Na última quarta-feira (14), foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) que o ex-comandante-geral da PM, Julian Rocha Pontes, foi transferido para a reserva remunerada. Ele foi exonerado do cargo após fontes informarem que se vacinou na Unidade Básica de Saúde I (UBS I) da Asa Sul, em 31 de março. Em resposta ao Correio, à época, Pontes afirmou que o ato “não foi ilegal” e defendeu que, em nenhum momento, furou os critérios estabelecidos para a vacinação.

A primeira etapa da vacinação contra a Covid-19 dos profissionais das forças de segurança do Distrito Federal começou em 5 de abril. Inicialmente, foram vacinados aqueles que estão na linha de frente, devido a maior exposição, risco de contágio e transmissão do vírus, assim como os que são envolvidos em resgates e atendimento pré-hospitalar e na vigilância das medidas de distanciamento social.
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