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IMUNIZAÇÃO

Com mais de 100 mil doses disponíveis, BH tem pausa na vacinação

Publicado em: 03/04/2021 08:55 | Atualizado em: 03/04/2021 09:30

 (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em tempos de guerra, cada dia conta. A vacinação contra a COVID-19 em Belo Horizonte vai fazer uma pausa de dois dias (sábado e domingo) enquanto os índices do novo coronavírus continuam altos na capital. A prefeitura justifica que os profissionais de saúde merecem descanso. Especialista diz que pausa é "lamentável nesses dias".

Segundo dados da Prefeitura de Belo Horizonte, até essa quinta-feira (1º), 389.346 doses já haviam sido aplicadas na capital. Desse montante, a maioria tem a primeira dose: 288.427. A segunda dose foi aplicada em 100.919 pessoas.

Foram destinadas 572.270 doses para BH. Sendo assim, a prefeitura ainda teria disponível 182.924 doses para serem aplicadas na população. Além disso, Minas Gerais recebeu na noite dessa quinta-feira (1°/04) uma nova remessa com 1 milhão de doses de vacinas contra a COVID-19. Os dados são até 1º/04, desconsiderando, portanto, a vacinação deste feriado.

A vacinação na capital começou em 19 janeiro. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que a média, se considerado os dias de vacinação até 1º de abril, é de 6.830 doses aplicadas por dia. Portanto, a cada dia sem a campanha, são, em média, 6.830 imunizações a menos.

Desde o início da campanha, a prefeitura utilizou três sábados para vacinação e nenhum domingo. Ao todo, são 16 dias não consecutivos sem campanha, o que poderia significar, em média, 109.280 doses adiadas para os dias úteis.

Vale ressaltar que, até 21 de março, as ampolas precisavam ficar guardadas para aplicação da segunda dose dos imunizantes (CoronaVac e Astrazeneca), diretriz que foi alterada pelo Ministério da Saúde recentemente. Além disso, a procura pela imunização nos dias disponíveis também têm sido baixa.

"A prefeitura esclarece que não havia vacinas suficientes para que fosse possível fazer uma mobilização em todos os sábados desde o início da campanha, já que a entrega para a capital é feita de forma fracionada", informou em nota.


Especialista defende intensificação 
O médico infectologista, epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Geraldo Cunha Cury, defende maior intensificação na vacinação. “Lamentável que a PBH não faça vacinação nesses dias”, diz o especialista sobre a falta de campanha aos finais de semana. “Infelizmente é uma situação difícil, esperemos que não aconteça de novo”, acrescenta.
 
Em contrapartida, o epidemiologista defende que os colegas de trabalho precisam de descanso. “Deveria ter mais profissionais disponíveis, entretanto é preciso lembrar que os profissionais de saúde precisam de descanso senão podem acontecer problemas na vacinação das pessoas”, alerta.

O que poderia ter sido feito, no entanto, é um planejamento na escala dos profissionais, o que, segundo Cury, não é tão fácil. “É difícil fazer planejamento quando as vacinas chegam de repente”, defende. “Como tem que ter controle rigoroso na vacinação não pode colocar pessoas sem treinamento, é complicado.”
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