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INDICADOR DE QUALIDADE

Apenas 2,2% das instituições de ensino superior receberam nota máxima no IGC 2019

Publicado em: 23/04/2021 14:40

 (Esta edição do Índice analisou 24.145 cursos e 2.070 instituições de ensino superior. Ao todo, 4.670 programas de pós-graduação também foram avaliados. Foto: Inep/Divulgação)
Esta edição do Índice analisou 24.145 cursos e 2.070 instituições de ensino superior. Ao todo, 4.670 programas de pós-graduação também foram avaliados. Foto: Inep/Divulgação
Na manhã desta sexta-feira (23), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os dados do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 2019. Apenas 2,22% das 2.070 instituições de ensino superior (IES) do Brasil atingiram a nota máxima no indicador. 

A autarquia divulgou os resultados em transmissão ao vivo feita pelo YouTube. Estavam presentes Danilo Dupas, presidente do Inep; Luís Filipe de Miranda Crochocki, diretor de avaliação da educação superior; Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de estatísticas educacionais do Inep; e Ulysses Tavares Teixeira, coordenador-geral de controle de qualidade da educação superior. 

Critérios para calculo do IGC 
Os dados divulgados levam em consideração 2.070 instituições de ensino superior públicas e particulares, que representam 79,3% das IES ativas. Foram calculados 24.145 cursos de graduação. De acordo com o último senso da educação, esses valores representam 79% das IES e 60% dos cursos ofertados. Ao todo, 4.670 programas de pós-graduação stricto sensu também foram avaliados.

Assim, para que um curso tenha o IGC calculado é preciso seguir os seguintes critérios:
  1. média do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do último triênio, relativos aos cursos avaliados da instituição, ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos computados;
  2. média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação trienal disponível;
  3. distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.
O levantamento faz parte dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior. Além do IGC, também compõem a lista o Conceito Enade, o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) e o Conceito Preliminar de Cursos (CPC).

Segundo Crochocki, o IGC 2019 está sendo divulgado somente em 2021 em função de uma nova coleta de dados sobre os programas de pós-graduação feita pela Capes. "A nova coleta permitiu ao Inep o uso de informações mais atualizadas referentes aos programas de mestrado e doutorado ofertados pelas instituições em 2019", explica.

Estados que lideram o índice 
Já Teixeira destaca que os estados de MG e SP têm o maior número de instituições de ensino superior do país. “Quanto maior o número de cursos, há essa tendência de mais concentração nas faixas superiores do IGC”, avalia.

Porém, o maior número de universidades ou faculdades não quer dizer que estados com poucas instituições de ensino também não estejam nas maiores faixas dos indicadores. “Se a gente simplesmente divulgasse que SP tem o maior número de instituições faixa 5 a gente não ia perceber que estados com menor número de instituições também podem estar bem estatisticamente”, observa Teixeira.

Na faixa 4, os estados do DF, CE e RS têm o maior número proporcional de instituições, enquanto que ES, RJ e RN foram aqueles que se destacaram e têm proporcionalmente o maior número de instituições da faixa 5 do indicador do IGC.

No geral, as instituições avaliadas apresentam concentração maior nas faixas 3 e 4, em especial na faixa 3.

Importância do IGC 
Para Dupas, o IGC é um importante diagnóstico que permite ser condutor de qualidade para avaliar as decisões não só do Inep, mas dos reitores e coordenadores de curso. "O Inep contribui diretamente para apurar as informações que permitem melhoria da qualidade da educação superior, a orientação da expansão da oferta, o aumento da eficácia institucional e efetivamente acadêmica", ressalta.

O IGC subsidia a criação de politicas públicas e os processos de autoavaliação institucional. Os resultados do índice são utilizados como requisito, critério seletivo ou de distinção nos processos de supervisão e regulação da educação superior; na definição da matriz orçamentária da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT); na autorização para oferta de cursos de pós-graduação a distância; e em programas e políticas públicas do Governo Federal.
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