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Mulher em situação análoga à escravidão por 32 anos é resgatada no Rio de Janeiro

Publicado: 18/02/2021 às 21:04

/Foto: Ministério Público do Trabalho - RJ/Divulgação

(Foto: Ministério Público do Trabalho - RJ/Divulgação)

Um mulher no Rio de Janeiro foi condenada a pagar cerca de R$ 472,5 mil para empregada doméstica que estava em condições análogas à escravidão, sendo R$ 272 mil à própria vítima e R$ 199,5 mil à Previdência Social e outros órgãos públicos. A vítima estava nessa situação há quase 32 anos em uma casa Vila Isabel, zona norte do Rio. O caso foi descoberto em janeiro em uma operação de âmbito nacional realizada pelo Ministério Público do Trabalho, mas a denúncia só foi feita nesta quinta-feira (18) pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ). A vítima de 51 anos trabalhava para a família desde 1989 sem carteira assinada e sem folgas, além de dormir em um colchão no chão e guardar seus pertences em um armário no banheiro. Apesar de receber um salário mínimo, a empregadora usava parte do valor para pagar o plano de saúde para a vítima. O Projeto Ação Integrada, desenvolvido pelo MPT-RJA em parceria com a Cáritas Arquediocesana do Rio de Janeiro, garantiu hotel e gastos com medicamentos, roupas, transporte e alimentação para a trabalhadora resgatada. Além disso, o MPT-RJ condenou a ré a pagar um salário mínimo por mês até o julgamento final do processo e todas as verbas trabalhistas não quitadas ao longo dos 32 anos, no valor de R$ 135.707,73. O mesmo valor é pedido de indenização por danos morais individuais à vítima, totalizando R$ 272.515,46 para a vítima, além do salário mínimo dos meses subsequentes.
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