Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Brasil

PANDEMIA

Vacina da Pfizer chega em março no Brasil, diz presidente da companhia

Por: Bruna Lima

Publicado em: 13/11/2020 08:56

 (Foto: DON EMMERT/ AFP)
Foto: DON EMMERT/ AFP
A vacina contra a covid-19 da farmacêutica Pfizer, primeira a confirmar a eficácia de 90% após conclusão dos testes de fase 3, tem previsão para chegar no Brasil até março de 2021, afirmou o presidente da companhia no país, Carlos Murillo, durante simpósio on-line promovido pela Academia Nacional de Medicina, nesta quinta-feira (12/11). Apesar de ser testada no Brasil, não há acordo fechado com a empresa para incorporar a candidata no Programa Nacional de Imunização (PNI).

“Ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade (da vacina) o mais rápido possível. Tenho esperança de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil”, disse Murillo.

Ainda que haja acordo com o governo brasileiro para disponibilização da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS), contudo, não há expectativa de transferência de tecnologia para que a produção seja feita em território nacional. Isso porque, segundo Murillo, a Pfizer, que trabalha em conjunto com a farmacêutica alemã Biontech, optou por concentrar a produção nas sedes durante a pandemia. “Passada a pandemia, a Pfizer vai avaliar e ver opções que permitam fazer a transferência de tecnologia”.

O Brasil, no entanto, serviu de local de testes da candidata, e, desde julho, foram submetidos ao estudo 3 mil brasileiros, de um total de 44 mil voluntários em todo o mundo.

Mesmo com o anúncio de que a vacina é eficaz, a Pfizer ainda não entrou com a documentação para iniciar o registro da produção no país. “Apesar das notícias promissoras divulgadas por laboratórios farmacêuticos em busca de uma imunização eficiente contra a covid-19, não existe, até o momento, dados submetidos à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a avaliação da eficácia e segurança destes produtos”, afirmou a agência. Segundo Murillo, a partir da conclusão dos testes de fase 3, ainda este mês, todos os documentos serão encaminhados para a Anvisa.

A farmacêutica espera obter o registro da iniciativa em dezembro deste ano, permitindo o início da imunização nos Estados Unidos ainda em 2020. Só os EUA já adquiriram 100 milhões de doses. A União Europeia receberá mais 200 milhões. Japão, Reino Unido e Canadá também entraram no acordo. Para o mundo, 50 milhões de doses estarão disponíveis já neste ano e o total para 2021 chega a 1,3 bilhão de doses.

Investimento
O preço da vacina não foi anunciado no simpósio. O que se sabe é que o consórcio pretende trabalhar com três faixas de preço: um para países desenvolvidos, outro, para países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil; e, por fim, um valor para as nações mais pobres. Por enquanto, a Pfizer afirma ter gasto 2 bilhões de dólares de recursos próprios no desenvolvimento.

Armazenamento
Para além da aquisição das doses, é necessário investir no armazenamento. Para conservar as doses, é necessário que o material permaneça armazenado em locais com temperaturas extremamente baixas, de -70°C.

A opção trabalhada para possibilitar a logística é o uso de gelo seco, capaz de manter as substâncias nas temperaturas adequadas por até 15 dias. Para isso, a Pfizer acelera tratativas com parceiros que desenvolvam embalagens especiais. “Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer”, afirma Murillo. A ideia é negociar a embalagem junto às doses. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até cinco dias.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Vacina russa afirma ter 95% de eficiência
ONU condena racismo estrutural no Brasil
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 24/11
De 1 a 5: a artista Isabela Cribari fala de suas obras na exposição Antropocenas
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco