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POLÍTICA

Para Maia, Bolsonaro pode imitar Trump e questionar eleições de 2022

Publicado em: 06/11/2020 20:41

 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo Bolsonaro tem seis meses de implementação de medidas econômicas que definirão o restante do mandato. Más escolhas poderão prolongar a crise econômica e enfraquecer a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Maia falou durante uma live, nesta sexta-feira (6/11), ao ser questionado sobre a possibilidade de um candidato centrista. Na análise que fez, também levantou o risco de o presidente importar o método Donald Trump e questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro.

“Em relação a 2022, temos que esperar seis meses. Temos que entender as decisões do governo. Os próximos seis meses de governo serão decisivos para o fortalecimento ou enfraquecimento. Somado a isso, estamos vendo nos Estados Unidos como os mais radicais trabalham o processo eleitoral, o que pode ser um espelho para o Brasil. O centro precisa procurar um caminho. Tem convergência com a parte liberal da economia do governo Bolsonaro, mas divergência com outras pautas”, avaliou.

Rumo

De acordo com Maia, a questão é compreender que rumo o governo dará à economia. Se Bolsonaro terminar o mandato enfraquecido, abrirá espaço para um número maior de candidatos disputar a próxima corrida eleitoral. “A gente deve, e pode, avançar na mudança do sistema eleitoral. O fim das coligações terá impacto em 2022. Podemos construir um acordo para caminhar para um sistema misto. O Brasil é um país continental. Tem chance de poder avançar”, ponderou.

O parlamentar comparou as possibilidades de escolha do governo com aquelas da ex-presidente Dilma Rousseff, e destacou que é preciso saber, primeiro, se o governo vai enfrentar a crise com as reformas, ou se tentará, por exemplo, furar o teto de gastos. Vai enfrentar, ou não? Pois o Brasil pagará a conta antes de chegar em 2022. Defendo a reforma, o teto de gastos. Vimos o governo Dilma com decisões muito populares. O Fies foi de R$ 1 bilhão para R$ 13 bi, e de R$ 13 bi para R$ 14 bi. Depois, tivemos uma recessão”, contrapôs.

“Todas as políticas dentro do teto são populares. Fora do teto, são populistas. E o governo vai ter que tomar iniciativas. Se estiver forte, organiza outras forças. No Rio de Janeiro, (Marcelo) Crivela está mal, e enfrenta 10 candidatos. Se estivesse bem, teria cinco. O governo, se não se organizar, vai ter dificuldade e abrir um cenário político para outras correntes construírem suas candidaturas para 2022”, afirmou. “A Câmara, até 1º de fevereiro, continuará com essa pauta de reorganização do estado, que é nossa atribuição dentro do processo democrático”, completou.

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