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Gabriela Prioli compara caso de Mariana Ferrer com Lula e é atacada

Por: Uai

Publicado em: 04/11/2020 13:45

 (FOTO: REPRODUÇÃO)
FOTO: REPRODUÇÃO
A influenciadora e apresentadora da CNN Gabriela Prioli, sempre expõe nas redes sociais sua opinião sobre assuntos em alta. Nesta terça-feira (3), o caso de estupro de Mari Ferrer gerou grande repercussão, com o acusadno sendo inocentado. Ela, então, resolveu falar sobre a sentença e chegou a comparar o caso com a prisão do ex-presidente Lula.

Gabriela Prioli é mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo (USP) e sempre diz querer passar a visão técnica para seu público. Pela função Stories no Instagram, ela postou um texto sobre o assunto, pedindo 'mais razão e menos emoção', como sempre fala em seus vídeos. Ela diz que para tirar qualquer conclusão, é preciso ler todo processo, mas que está correndo de forma sigilosa.

Ela pega um trecho da reportagem para explicar melhor seus argumentos. “Os trechos destacados da sentença no vídeo que eu vi falam em erro de tipo. O erro de tipo fala está previsto no artigo 20, do Código Penal. O artigo fala que o erro exclui o dolo (a intenção) e permite a responsabilização por crime culposo, quando ele estiver previsto na Lei”, escreveu.

Em seguida, continuou. “Não existindo na Lei a previsão de estupro culposo (sim, a conclusão é a mesma que vocês estão adotando!) o acusado não responde por nada, pois o erro exclui o dolo. Ou seja, a argumentação não CRIA um tipo novo, senão diz que, inexistindo prova suficiente para concluir pelo estupro de vulnerável, não pode subsistir a responsabilização pelo crime culposo porque ele não existe”, explicou.

Prioli ainda disse que o direcionamento das críticas estava sendo feito de forma errada. Era preciso 'brigar' contra a conclusão de que não há prova suficiente. Logo depois ela pede: 'Prestem atenção na coerência' e comparou a situação com a prisão do ex-presidente Lula.

“Quando uma pessoa é identificada pela polícia como 'autor' de algo, é sempre uma suposição. Ainda não há sequer denúncia durante o processo. A acusação precisa ser provada. O vídeo diz: 'ainda assim, a justiça o inocentou'. Como se a avaliação da polícia, do delegado, vinculasse a Justiça. Pensem aí num outro caso famoso, o do Lula. Tanta gente defendendo que ele não é culpado mesmo depois da opinião da polícia, do Ministério Público e do Judiciário em mais de uma instância e agora, nesse caso, a opinião da polícia é suficiente?”, questionou.

Por fim, ela conclui: “Significa que não se possa criticar um e outro caso? Não. Significa que eles sejam idênticos? Não. Significa só que pra comentar sobre um processo nós precisamos conhecê-lo. E que precisamos ser coerentes: o que te basta pra considerar a pessoa culpada?”.
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