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HOMICÍDIO

Empresário é preso após amarrar morador de rua em carro e arrastá-lo até a morte em São Luís

Publicado em: 28/10/2020 16:59

 (Foto: PC/Divulgação )
Foto: PC/Divulgação
Suspeito de assassinar um homem em situação de rua, um empresário de São Luís do Maranhão foi preso nesta quarta-feira (28). De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime amarrou a vítima em um veículo e a arrastou por cerca de 1 km pelas ruas do centro da cidade. Ainda segundo a polícia, a motivação do homicídio seria porque o homem teria furtado por várias vezes quentinhas do restaurante, cujo suspeito é o dono. 

O crime ocorreu por volta das 2h do dia 17 de maio deste ano, mas o vídeo de câmera de segurança só foi divulgado nesta quarta-feira (28), explica o delegado responsável pelo caso, Felipe César Mendonça, do Departamento de Proteção à Pessoa. Além do dono do restaurante, um vigilante também foi preso.

As imagens obtidas pela polícia mostram o momento em que a vítima, identificada como Carlos Alberto Santos, 36 anos, é amarrado na traseira de um carro modelo Hilux. Em um dos trechos, o empresário aparece bebendo água enquanto a vítima pode ser vista no asfalto, atrás do carro. Outra sequência mostra o motorista dando marcha-a-ré e passando com o carro sobre a vítima.

"O corpo foi encontrado bastante machucado e com sinais de que foi arrastado. As imagens falam por si, o rapaz estava sofrendo, se debatendo e o motorista, com muita frieza, tranquilamente bebe água, e segue com o corpo por um percurso de um quilômetro. É um crime bárbaro com requinte de crueldade", disse o delegado.

A Polícia de São Luís não divulgou o nome dos presos. O delegado disse que na época do crime a família reconheceu o corpo do morador de rua e revelou que ele era usuário de droga. O empresário fugiu e foi localizado nesta terça em uma oficina mecânica com o mesmo veículo do crime.

O empresário tem três restaurantes em São Luís e vai responder pelos crimes de tortura e homicídio. "Informalmente, para a Polícia ele confessou o crime, mas ao ser questionado no inquérito, ele resolveu ficar em silêncio", disse o delegado.

 
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