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Covid-19: Pazuello e governo de Minas firmam acordo para ampliar testagem

Publicado em: 05/10/2020 18:41

 (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Em visita ao Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), nesta segunda-feira (5), o ministro da Saúde Eduardo Pazuello acompanhou uma nova metodologia de testagem para a Covid-19 que está sendo implantada em Minas. A partir dela, será possível realizar mais testes nos indivíduos apontar com mais precisão e rapidez os casos e sua gravidade. A visita contou com a presença do governador Romeu Zema (Novo) e do secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Ele aproveitou a estadia em Belo Horizonte para entregar três equipamentos para ampliação do diagnóstico do coronavírus, que aumentarão a capacidade de testagem no estado. Desde o início da pandemia, a Funed vem concentrando os testes de casos mais graves. Com a ampliação, o número de testes passará para 2 mil por dia – atualmente, a fundação consegue fazer pelo menos 700 por dia.

"Essa fase de testagem será através de máquinas extratoras. Quando falamos de RT-PCR, abrangemos várias fases. A fase final, processada no laboratório, está sendo ampliada. Essa capacidade permitirá que o estado e as secretarias do Estado e dos municípios façam novas estratégias de testagem", afirma o ministro.

Pazuello afirma que a nova testagem poderá ajudar no controle de casos no estado: "Quando falamos em estratégias de testagem, elas estão voltadas para grandes populações, portas de entrada e grupos de trabalho para análise da situação epidemiológica. O médico pode pedir o teste complementar, o PCR pontual. Mas o diagnóstico é dele mesmo. Quanto mais cedo diagnosticar, mais cedo é o tratamento e menor é o risco de o paciente ficar em estado grave".

O ministro também elogiou a atuação de Minas no combate ao coronavírus: "Minas foi um exemplo nisso. Está aí o resultado de números por 100 mil habitantes. É um dos mais baixos do país. Isso é resultado da triagem, diagnóstico precoce, conduta precoce, medicação , cuidados e evitar que o paciente se agrave. As UTIs são um seguro e é melhor não usar. Que Minas continue com 5 mil UTIs e não precise usar. Que possamos fazer o combate da Covid-19 forma correta".

Distribuição de vacinas

Romeu Zema revelou também que já há um acordo para a distribuição de vacinas no futuro com maior agilidade: "O apoio do governo federal tem sido dado desde o início da pandemia. Conseguimos até o momento fazer um trabalho que está acima da média no Brasil. Temos a menor taxa de óbitos do Brasil e fizemos o hospital de campanha mais barato que não precisou ser usado. Conseguimos quase dobrar a quantidade de leitos de 2 mil para 4 mil. E estamos com o ministro para ampliar nossa capacidade de testagem, já prevendo a vacinação assim que houver certificação de alguma das que estão em processo de desenvolvimento".

Em seguida, Pazuello confirmou a participação de Minas nos estudos com a soltura de mosquitos Aedes aegypti, que carregam a bactéria Vouback, para diminuir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. O estudo é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e terá sua última etapa de pesquisa em Belo Horizonte, Petrolina e Campo Grande.

"O processo se baseia em usar o próprio mosquito com a bactéria Vouback. Esse mosquito passa a contaminar outros mosquitos e não mais transmite a dengue, chikungunya e a zika. Tivemos a primeira posição em Niterói, com mais de 70% de resolutividade. Essa técnica já vem de outros países e Minas está na vanguarda para que possamos combater essa doença", afirmou o ministro.

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