Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Brasil

LEVANTAMENTO

Brasileiros são os que menos confiam em cientistas, indica estudo de centro americano

Por: FolhaPress

Publicado em: 30/09/2020 08:21

 (Foto: Alain Jocard/AFP
)
Foto: Alain Jocard/AFP
O Brasil é o país com a maior proporção de pessoas que não confiam em cientistas. Um estudo publicado nesta terça (29) mostra que 36% dos brasileiros dizem ter pouca ou nenhuma confiança em pesquisadores científicos.

O levantamento foi realizado pelo Pew Research Center, centro de pesquisa americano, e é baseado em entrevistas com 32 mil pessoas de 20 países. A pesquisa foi feita antes do início da pandemia.

Na média global, 36% das pessoas disseram confiar muito nos cientistas, 40% às vezes e 17% pouco ou nada. No Brasil, só 23% disseram confiar muito e 36% às vezes.

Depois dos brasileiros, os países com menor confiança são a Malásia (33% confiam pouco ou nada) e Taiwan (31%). Entre os que têm mais pessoas que dizem confiar muito está a Índia (59%), seguido de Austrália e Espanha (ambos com 48%).

Os brasileiros também são os que pior avaliam os avanços científicos nacionais em relação aos demais países. Só 8% dizem acreditar que a produção científica do Brasil é melhor que a do restante do mundo. Para 42% ela está na média mundial e abaixo para 41%.

Nos Estados Unidos e Reino Unido, 61% da população acredita ter a melhor produção científica do mundo ou acima da média global.

"A pesquisa apresenta um retrato global da opinião pública sobre o papel da ciência na sociedade. É importante identificarmos essas percepções agora que os desafios da pandemia do coronavírus lançam luz para questões como as vacinas, mudanças climáticas e desenvolvimento em inteligência artificial", diz Cary Funk, diretor pesquisa em ciência e sociedade do centro.

Mesmo com números abaixo da média global, os cientistas são os profissionais em que os brasileiros mais confiam. Depois deles, aparecem os militares (21% dizem confiar muito), jornalistas (12%), políticos (9%) e, por último, empresários (4%).

O estudo também identificou que, em geral, a confiança nos cientistas é maior entre as pessoas que se identificam politicamente como de esquerda do que com os de direita. O Brasil, no entanto, é o único país onde a posição política não altera a confiança.

A diferença é mais acentuada nos Estados Unidos, onde 62% das pessoas que se identificam como de esquerda afirmaram confiar muito nos cientistas. Entre as pessoas de direita, 20% dizem confiar muito. O mesmo foi verificado no Canadá, Austrália, Reino Unido, Alemanha, Itália, entre outros.

"Educação e ideologia política influenciam a forma como as pessoas enxergam os cientistas. As que têm mais anos de estudo e que se identificam politicamente como de esquerda expressam maior confiança nos cientistas", diz o relatório.

No Brasil, 16% dos que não concluíram o ensino médio dizem confiar muito nos cientistas. Entre os que concluíram essa etapa da educação, o número sobre para 31%.

A pesquisa entrevistou pessoas da Austrália, Brasil, Canadá, República Tcheca, França, Alemanha, Índia, Japão, Malásia, Holanda, Polônia, Rússia, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Esse é o primeiro levantamento do centro sobre a percepção pública internacional sobre produção científica.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Rhaldney Santos entrevista Armando Sérgio (Avante)
Enem para todos com professor Fernandinho Beltrão #179 - Coração dos vertebrados
De 1 a 5 : Cuidados com a luz são essenciais na rotina do trabalho remoto
Candidatos têm características das mais distintas, mas estão longe de representar os grupos sociais
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco