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COVID-19

'Ficará em meu coração', diz homem que socorreu avó de Michelle Bolsonaro

Publicado em: 12/08/2020 22:35 | Atualizado em: 12/08/2020 23:03

 (Foto: TV Brasília)
Foto: TV Brasília

Internada desde 1º de julho, após contrair o novo coronavírus, a avó materna da primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, morreu na madrugada desta quarta-feira (12/8), vítima da covid-19. Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, apresentou melhora no quadro clínico durante a luta contra a doença, mas chegou a ter cerca de 80% do pulmão comprometido. A aposentada morava sozinha no Setor de Chácaras do Sol Nascente e, no dia em que passou mal, foi encontrada por vizinhos caída na calçada. O Correio conversou com o aposentado Mariano Machado, 69, amigo de Maria Aparecida há mais de 10 anos. Ele a socorreu no dia em que ela caiu na calçada. 

“Eu estava em casa, quando chegou outro rapaz, passou e a avistou caída perto da parede. Ele me avisou e, na hora, não acreditei. Corri às pressas até lá e perguntei se estava passando mal. Ela disse que sim e, então, eu abaixei, coloquei o braço e a peguei no colo. A única coisa que ela dizia era que estava se sentindo muito fraca”, detalhou. Os dois a levaram ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas, por falta de vagas na unidade de terapia intensiva (UTI), ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) no mesmo dia. A avó da primeira-dama chegou a apresentar melhora no quadro clínico. Em 3 de agosto, a paciente deixou a intubação e utilizou máscara nebulizante para respirar.

Ontem, Maria Firmo sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou os procedimentos de reanimação, mas ela não resistiu e morreu por volta das 2h.

 

Rotina

Maria Firmo morava sozinha em uma casa simples, no Sol Nascente. Frequentemente, alguns filhos iam lhe visitar, segundo informaram os vizinhos. “Ela sempre sentava à tarde na calçada na frente de casa. Eu vinha ficar com ela e conversávamos o dia inteiro. Era uma amiga, uma parceira e uma segunda mãe”, enfatiza Mariano Machado.

A rotina da aposentada não tinha mistérios. Era de casa para a igreja, supermercado ou na lotérica. “Quando ela não pôde mais frequentar os cultos por dores no corpo, os pastores a vinham buscar e davam todo o apoio. Quero deixar meus pesares para a família. A Maria era uma amiga de verdade e ficará em meu coração”, disse o aposentado, emocionado.

O pedreiro José Gomes, 57, mora desde 1985 na região e, quando chegou, Maria já morava na cidade. “Eu conversava com ela demais, perguntava como estava e, como resposta, dizia sentir dores nas pernas. Sempre foi muito sozinha, mas tinha os amigos da vizinhança. Estou muito sentido com isso tudo e não há nada de ruim para falar dela”, ressaltou.

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