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Naja que picou estudante é atração de live do zoológico de Brasília

Publicado: 24/07/2020 às 18:48

Naja kaouthia que picou o estudante de medicina veterinária em Brasília/

Naja kaouthia que picou o estudante de medicina veterinária em Brasília ()


O Zoológico de Brasília realizou uma live, nesta terça-feira (24), com a cobra naja kaouthia, que picou o estudante de medicina veterinária, Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, na capital no início do mês. O incidente revelou, de acordo com informações da Polícia Civil do Distrito Federal, um provável esquema de tráfico de animais exóticos. Desde então, a serpente virou um dos assuntos mais comentados da internet, gerando, além de curiosidade, muitos memes entre os usuários das redes sociais. 

A cobra, que vem sendo mantida pelo zooólogico, ainda espera definição do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) sobre o seu destino. Por isso, ainda não foi batizada pela equipe do parque que vem cuidando do animal após seu resgate no último dia 7, quando foi encontrada num estacionamento de shopping.  

De acordo com o diretor de répteis do zoo, Carlos Eduardo Nóbrega, a serpente mede entre 1,5 metro e 1,6 metro e é adulta, embora a equipe do zoológico ainda não tenha conseguido identificar a sua idade exata. "Não conseguimos estimar a idade final desse animal, mas a gente consegue dizer que é um animal adulto. É um animal que consegue se reproduzir, já passou da fase filhote e juvenil e está na fase adulta", disse Carlos Eduardo. 

Ele explica ainda que a naja vem sendo mantida em um ambiente com uma janela de vidro, que fica fechado com um tapume na maior parte do tempo a fim de não deixar a cobra estressada por conta da movimentação de pessoas pelo local. Apenas uma vez por semana, a cobertura é retirada para que o animal possa tomar banho de sol. O diretor de répteis explica que, mesmo que a cobra permaneça em Brasília, pode ser que ela não fique disponível para visitação.

"Caso a gente perceba que o animal está estressado, não vai haver exposição. O primeiro ponto que a gente preza é o bem-estar do animal e a segurança da equipe", disse o Carlos Eduardo.
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