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TRATAMENTO

Jovem picado por naja passa por hemodiálise e tem leve melhora

Publicado em: 08/07/2020 20:57

 (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto: Reprodução/Facebook
O estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkuhl, de 22 anos, que foi picado por uma cobra do gênero naja, em Brasília (DF), apresentou melhora no fim da tarde desta quarta (8). Segundo o Grupo Santa Lúcia, Pedro Henrique continua internado na UTI em estado grave. A cobra foi encontrada na noite desta quarta-feira.

Após ser atingido, o jovem foi levado para o Hospital Maria Auxiliadora, no Gama. O soro antiofídico necessário para anulação do veneno foi entregue pelo Instituto Butantan em caráter emergencial, e chegou ao Distrito Federal na madrugada de quarta-feira.

Segundo apuração do Correio Braziliense, ainda durante a madrugada, Pedro sofreu um choque anafilático, consequência de uma reação alérgica grave, e a administração do soro precisou ser interrompida. Só após um período de mais de seis horas em observação, a equipe médica pôde continuar o procedimento.  

Nesta manhã, Pedro apresentou melhora após ministração do soro. O Correio apurou, ainda, que Pedro precisou ser submetido à uma hemodiálise, com o intuito de remover substâncias tóxicas do sangue. Ele continua em coma.

Todo o procedimento foi coordenado entre o hospital e o Instituto Butantan.

Estudante de veterinária
Pedro Henrique cursa veterinária no Centro Universitário Uniceplac. Segundo a coordenadora do curso, Daniella Ribeiro Guimarães Mendes, vários alunos manifestam apreço pelos mais diversos tipos de animais, mas são instruídos sobre a necessidade do respeito ao habitat de cada espécie. "Para aulas, podemos ter bovinos, equinos e outros animais mais domésticos. Animais selvagens em cativeiro representam um perigo e pode ser um mal para o próprio animal. Até porque é impossível alguém sair andando e se deparar com uma espécie dessas por aqui", avalia.

A professora explica ainda que esse tipo de serpente é proveniente da Índia e da África. A espécie específica, uma naja kaouthia, vive apenas no sul da Ásia e apenas instituições autorizadas pelo Ibama, a exemplo do próprio Instituto Butantan, têm autorização, no Brasil, de criar serpentes do gênero e ter ambientes que promovam segurança, inclusive, para o animal. A Polícia Civil vai investigar a origem do animal que picou o rapaz.

O Grupo de Estudos de Animais Silvestres e Exóticos (Gease) do Uniceplac emitiu uma nota de pesar em apoio ao estudante e à família. Mas o grupo ressalta que não incentiva a criação de animais que possam oferecer riscos à saúde humana, ou do próprio animal. "Aconselhamos que os membros que desejem adquirir um animal silvestre, façam isso seguindo as leis e normativas vigentes no país", afirmam.  

"O aluno e amigo Pedro Henrique, é um importante membro deste grupo. Nos sentimos consternados com a situação e aceitamos todas as manifestações de carinho que ajudem em sua recuperação neste momento. Sejamos solidários evitando julgamentos que não contribuem para a melhora do quadro geral e faz com que sofram àqueles que o amam", finalizam.  

Sobre a cobra 
Segundo o major Elias Costa do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), a polícia ainda tenta falar com a família do estudante picado para tentar recolher o animal. "Queremos colocá-lo em um ambiente adequado e não pode ser solto no Distrito Federal", diz. Ele ressalta a importância de não domesticar animais silvestres nem peçonhentos. "Caso alguém que não tenho o conhecimento necessário tentar manipular esses animais, o risco de acidentes é grande", explica. 

A naja, encontrada especialmente na Tailândia e responsável por vários acidentes no país, possui uma peçonha capaz de afetar o sistema nervoso central das vítimas, vindo a ser fatal. A espécie brasileira que mais se assemelha ao tipo de veneno e comportamento da naja é a cobra-coral verdadeira. Contudo, a peçonha da naja tem maior potencial danoso às pessoas.

O major diz que, ao encontrar uma cobra, é necessário ter calma. "O primeiro passo é se afastar do animal e tentar desviar o caminho. Se não for possível, pegar um galho comprido e encostar na cobra fará com que ela se incomode e então saia do caminho". 
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