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REPERCUSSÃO

Fiscal atacado no Rio tem mestrado e doutorado

Publicado em: 06/07/2020 21:11

 (Foto: Divulgação/TV Globo)
Foto: Divulgação/TV Globo
Superintendente de inovação, pesquisa e educação da Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio de Janeiro, Flávio Graça, que foi intimidado por clientes de um estabelecimento na Barra da Tijuca, quebrou o silêncio e declarou que as agressões não o atingiram. “Porque ali estou representando o estado para proteger a vida deles”, afirmou ao jornal o Extra.

A reportagem que aparece o fiscal sendo vítima dos ataques foi exibida no programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (5/7). Nas imagens é possível ver uma grande aglomeração de pessoas num bar, desrespeitando as medidas de distanciamento social, bem como o decreto municipal que autorizou, com regras, a reabertura de bares na cidade do Rio de Janeiro.

Ao ser abordada, a mulher, que estava ao lado do companheiro, humilhou o fiscal da Prefeitura. "A gente paga você, filho. O seu salário sai do meu bolso" e "Cidadão não. Engenheiro civil, formado. Melhor do que você", foram algumas das frases proferidas contra o servidor.

Flávio, que é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) em ciências e medicina veterinária, lamentou a atitude do casal. “Começaram a falar palavrões, todos muito agressivos. Aquelas agressões não me atingiram, porque ali estou representando o estado para proteger a vida deles”, informou ao jornal.

“Não cabe mais no Brasil o ‘Você sabe com quem está falando?’. Isso está ficando cada vez mais banido. Todo cidadão contribui com seus impostos para justamente nós o protegermos. Esse foi o princípio da cidadania que eles não exerceram. Ela achou que cidadão é ofensa e não é. Quando eles falam aquilo, não nos atingem. Todos são formados e com curso superior. Ficou feio para ela, para a imagem do carioca”, disse o superintendente.

Ataques rotineiros
Ainda de acordo com a Vigilância Sanitária, intimidações como essa têm se tornado cada vez mais recorrentes no período de pandemia. Por causa disso, o órgão está capacitando, técnica e psicologicamente, seus agentes para que eles estejam preparados e consigam agir diante dessas abordagens. “Somos orientados a não responder às agressões. Quem está agredindo não está agredindo o fiscal”, explicou ao jornal o Extra, e completa “não queremos nos rebaixar àquele nível. Quem está errado que fique nervoso”.

O estabelecimento em que o casal estava foi multado e interditado por aglomeração e falta de higiene, principalmente na cozinha e nos banheiros, segundo a Vigilância.

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