Diario de Pernambuco
Busca

DP Auto

Carro elétrico, está na hora de ter um?

Carros elétricos tem custo de manutenção e de abastecimento mais baixos que os modelos a combustão. No entanto, preços elevados ainda são empecilho

Publicado em: 20/01/2024 06:00

Chegada de veículos como o BYD Dolphin, eletrificado mais vendido no Brasil, 
agitou o mercado, mas preço ainda alto e falta de infraestrutura são empecilhos (BYD / Divulgação)
Chegada de veículos como o BYD Dolphin, eletrificado mais vendido no Brasil, agitou o mercado, mas preço ainda alto e falta de infraestrutura são empecilhos (BYD / Divulgação)

BYD, GWM, JAC, Chery… as montadoras chinesas provocaram um verdadeiro terremoto no mercado automotivo brasileiro, investindo na produção, lançando novos modelos e, principalmente derrubando os preços do veículos elétricos, até então inacessíveis para a maioria da população.

 

Na esteira dessa revolução chinesa, os fabricantes ocidentais de automóveis precisaram antecipar seus planos e reduzir os preços de seus modelos para não ficar para trás no corrida por esse mercado.

 

No ano passado foram emplacados 93,9 mil carros elétricos no Brasil, o que representou um crescimento de 91% em relação a 2022, com destaque para o BYD Dolphin, com suas 21.739 unidades comercializadas, e para o GWM Ora 03, com 16.279 carros vendidos.

 

No entanto, a pergunta que ainda ronda a cabeça dos consumidores brasileiros é: com a redução dos preços, já está na hora de comprar um carro elétrico? Vamos às contas. A primeira comparação que precisa ser feita é o custo do abastecimento. Considerado o veículo à combustão mais econômico do país, com média de 15,3 km/l, o Renault Kwid demanda R$ 35,88 para rodar 100 km, levando em conta o preço médio do litro da gasolina no Recife, que fechou a última semana em R$ 5,49, segundo pesquisa semanal de preços realizada pela ANP.

 

Já o BYD Dolphin, elétrico mais vendido no Brasil em 2023, tem custo para rodar esses mesmos 100 km/h de R$ 10,22, considerando o preço do kWh no Recife (R$ 0,73) e a média de consumo do modelo chinês (14 kWh/km). O custo com a manutenção também é favorável ao carro eletrificado, já que não há a necessidade de troca de óleo, filtros de óleo, de ar e de combustível; fluído do radiador, catalisador, entre outros.

 

No entanto, apesar de as baterias dos elétricos terem garantia de oito anos ou 160 mil km, a sua substituição custa de R$ 50 mil a R$ 100 mil, o que repercute significativamente na desvalorização do veículo. Por fim, vale destacar que vários estados do país, inclusive Pernambuco, concedem isenção de IPVA aos carros eletrificados.

 

Na ponta do lápis, no entanto, com os preços atuais e apesar de toda a economia referente ao carro elétrico, seriam necessários 30 anos para que os custos de compra e manutenção empatassem com sua versão a combustão, considerando uma rodagem diária de 20 km. Além desse aspecto, a ainda escassa rede de pontos de abastecimento, principalmente nas estradas, torna o uso do veículo movido a energia predominantemente urbano.

 

Stellantis anuncia Jeep 100% elétrico

 

 (Jeep / Divulgação)
Jeep / Divulgação
 

A Stellantis, grupo que controla a Jeep, anunciou a chegada do modelo Jeep Wagoneer S, totalmente elétrico, que será vendido nos Estados Unidos a partir do segundo semestre deste ano. O modelo traz tração nas quatro rodas 4xe com gerenciamento todo terreno, tecnologia avançada e marcas de desempenho que impressionam.

 

O primeiro SUV 100% elétrico da marca desenvolve 600 cavalos de potência máxima e vai do zero a 60 mph (zero a 96,6 km/h) em cerca de 3,5 segundos. O modelo, que será oferecido apenas na versão a bateria, faz parte da estratégia global de eletrificação da Jeep, que tem como meta alcançar a “Zero Emission Freedom“ (Liberdade de Emissões Zero), estabelecida pela Stellantis em seu plano estratégico de longo prazo, o Dare Forward 2030.

 

Depois dos Estados Unidos, a montadora deve levar o Wagonner S a outros mercados do mundo

 

Shell Recharge chega ao Cabo

 

 (Raizen / Divulgação)
Raizen / Divulgação
 

A Raizen, joint venture entre a Shell e a Cosan, inaugurou na última semana sua primeira estação de carregamento de veículos no Nordeste. A unidade Shell Recharge funciona no Posto Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho. A estação, que possui 150 kW de potência e utiliza energia elétrica renovável certificada, faz parte do plano de expansão da Shell Recharge, que prevê chegar a mil estações em 2024. 

 

Grupo BMW comemora desempenho

 

 

A BMW Group comemora a marca de 48.577 veículos BMW e MINI comercializados na América Latina em 2023, dos quais 11.708 unidades, somando as duas marcas, foram elétricos e híbridos plug-ins. Segundo a montadora alemã, de cada quatro veículos vendidos na região, um é eletrificado.

 

O desempenho foi garantido, sobretudo, pelas operações no Brasil e no México. Ao todo foram vendidos 41.315 veículos BMW (9,5% a mais que no ano anterior) e 7.262 unidades MINI (7,8% a mais que em 2022). Com o resultado, a marca alemã conquista, pelo sexto ano consecutivo, o posto de marca premium favorita na região.

 

No Brasil,seu principal mercado consumidor na América Latina, a BMW liderou as vendas no segmento com 15.113 unidades entregues (crescimento de 9,8%) e 1.573 unidades MINI (alta de 31%). Já no México foram 13.995 veículos BMW e 3.708 automóveis MINI 

COMENTÁRIOS

Os comentários a seguir não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
MAIS NOTÍCIAS DO CANAL