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Safra de feijão no estado deverá crescer 13%
A semeadura da leguminosa no estado é um pouco -mais tardia em relação ao restante do território nacional, ocupando majoritariamente os períodos de 2° e 3° safras
Publicado: 17/10/2022 às 23:30
(Pixabay)

Da Redação com Conab
A safra de feijão em Pernambuco deverá crescer 13% comparada à produção e à produtividade do ciclo anterior, podendo alcançar 93,8 mil toneladas, o que representa 423 kg/ha cultivado. A informação é do 1° Levantamento da Safra de Grãos 2022/2023, divulgado no último dia 6 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A semeadura da leguminosa no estado é um pouco mais tardia em relação ao restante do território nacional, ocupando majoritariamente os períodos de 2° e 3° safras. Na segunda safra do ciclo 2022/2023, Pernambuco deverá produzir 1,1 mil toneladas de cores e 30 mil toneladas de caupi.
Já na terceira safra da temporada 2021/2022, ainda em fase de colheita, a produção no estado está estimada em 38,4 mil toneladas do tipo cores, 7,8 mil toneladas de preto e 8 mil toneladas de caupi. Para o ciclo 2022/2023, a Conab prevê estabilidade nas lavouras de preto e caupi e ligeiro crescimento para cores, podendo chegar a 47,1 mil toneladas.
Pernambuco é o segundo maior produtor de feijão do Nordeste, atrás apenas da Bahia. A região é propícia, principalmente, à cultura da variedade caupi, que se adapta bem às condições de menor disponibilidade de água. De acordo com o pesquisador do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Josimar Gurgel, o território de produção no estado é composto por 12 municípios: São João, Caetés, Calçado, Garanhuns, Jupi, Jucati, Lajedo, São Bento do Una, Ibirajuba, Jurema, Canhotinho e Angelim, sendo os três primeiros os maiores produtores.
A produção de feijão pernambucana é destinada a abastecer as feiras do interior, no entanto, segundo o pesquisador Josimar, Pernambuco importa quase 100% do feijão que consome, principalmente do Paraná e de São Paulo, já que a produção local não atende a demanda do estado.
NO BRASIL
A estimativa nesse primeiro ciclo do grão em 2022/2023 no país é de 869,3 mil hectares, somando o cultivo do feijão-comum cores, preto e caupi. A produção nacional total (somando os três períodos de produção e os diferentes tipos do produto) deverá ser de aproximadamente 3 milhões de toneladas.
A produção da leguminosa deve ser de 2,96 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento no país. As primeiras projeções da Conab para a safra 2022/2023 apontam um incremento de 31% nos estoques finais de feijão, comparado a 2021/2022. Com relação ao consumo interno, o levantamento aponta estabilidade. “O feijão é uma cultura de ciclo curto, o que é uma vantagem para o produtor que consegue adequar o seu plantio numa janela menor, sem ter que renunciar à produção de outros grãos ainda no mesmo ano-safra. Nesse cenário, o Brasil possui três épocas distintas de plantio, favorecendo uma oferta constante do produto ao longo do ano”, observou o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.
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