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Partidos árabes anunciam apoio a Eisenkot para formar novo governo de Israel

Em comunicado, a Lista Unificada informou que transmitiu ao presidente de Israel, Isaac Herzog, a decisão de recomendar que Gadi Eisenkot seja encarregado de formar Governo

Isabel Alvarez

Publicado: 06/11/2026 às 11:50

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot/Jewel Samad e Maya Levin/AFP

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot (Jewel Samad e Maya Levin/AFP)

A Lista Unificada, principal aliança política composta por vários partidos de maioria árabe, anunciou hoje o apoio ao centrista Gadi Eisenkot, líder do bloco opositor e adversário do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, para formar o próximo Governo do país.

A Lista Árabe Unida (Ra'am), partido político individual de orientação islâmica conservadora, também declarou oficialmente apoio ao nome de Eisenkot com o objetivo expresso de afastar Netanyahu do poder.

Em comunicado, a Lista Unificada informou que transmitiu ao presidente de Israel, Isaac Herzog, a decisão de recomendar que Gadi Eisenkot seja encarregado de formar Governo. “Trata-se de uma resposta ao apelo popular com vista a impedir o regresso ao poder do primeiro-ministro cessante Netanyahu e do seu executivo”, diz a nota da formação partidária árabe.

Mas, apesar da aliança numérica com os partidos árabes dar vantagem a Eisenkot, setores nacionalistas da própria oposição e a aversão histórica a integrar partidos árabes no Executivo ainda provocam fortes impasses para viabilizar um governo israelense estável de maioria.

Herzog iniciou e conduz o processo de audição oficial com os lideres dos partidos que conquistaram lugares no parlamento nas eleições de 27 de outubro, em que nenhum bloco político conseguiu uma maioria no Parlamento para governar sem alianças. O presidente tem o prazo até 11 de novembro de 2026 - com anúncio prévio esperado para 08 de novembro - para designar quem receberá o mandato para tentar formar a coalizão necessária de 61 deputados para governar.

Os representantes do partido nacionalista israelense Ysrael Beitenu, na oposição, recomendaram também Eisenkot para tentar constituir um novo governo. Embora tenham afastado a possibilidade de novas eleições, reiteraram a sua oposição a uma aliança com os partidos árabes, que conquistaram um número recorde de 19 lugares no Parlamento (Knesset).

“Os partidos árabes não condenam o Hamas enquanto organização terrorista", justificou Oded Forer, deputado do partido Ysrael Beitenu.

Forer considera ser da máxima importância avançar com a formação de um novo executivo. "É absolutamente indispensável que Israel não seja conduzido a novas eleições. Os desafios nacionais, econômicos e de segurança que temos pela frente não permitem esse tipo de jogos", elencou.

Por sua vez, o bloco pró-Netanyahu - composto por uma coalizão de partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, liderada pelo partido Likud do próprio premiê - conta atualmente com 53 assentos, enquanto o bloco opositor liderado por Eisenkot alcança aproximadamente 48 a 67 recomendações somando o apoio das legendas árabes.

Caso as alianças não sejam compostas ocorre um impasse e pode ser preciso realizar novas eleições.

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