Americano Karl Deisseroth e alemães Peter Hegemann e Georg Nagel vencem o Prêmio Nobel de Medicina
Karl Deisseroth e aos seus colegas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel foram reconhecidos por seu trabalho no campo da optogenética
Publicado: 05/10/2026 às 07:20
Abdel El Manira, professor de neurociência do Instituto Karolinska, fala diante de uma tela que exibe retratos do cientista americano Karl Deisseroth e dos cientistas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel durante o anúncio dos vencedores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 (JONATHAN NACKSTRAND/AFP)
O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido, nesta segunda-feira (5), a um cientista americano e a dois alemães por seu trabalho no campo da optogenética, uma disciplina que permite compreender como determinadas células contribuem para a aprendizagem, o medo, o vício e o movimento.
As pesquisas do psiquiatra e neurologista americano Karl Deisseroth e de seus colegas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel poderiam levar a um eventual tratamento para transtornos neurológicos e sensoriais, como a doença de Parkinson e a epilepsia.
"Por meio da optogenética, os pesquisadores conseguiram revelar os circuitos neurais que controlam memórias, sentimentos e comportamentos específicos relevantes para os transtornos neurológicos e psiquiátricos", afirmou o Comitê do Nobel, reunido em Estocolmo.
Na medicina clínica, os pesquisadores utilizam este método para tentar restaurar a visão em pessoas com deficiência visual.
"A optogenética transformou radicalmente nossa compreensão do cérebro. Todos os dias surgem novas descobertas que ajudam a desvendar um dos grandes mistérios da humanidade: como funciona nosso incrível cérebro", ressaltou o comitê.
Os laureados receberão um diploma, uma medalha de ouro e um cheque no valor de 1,2 milhão de dólares (6,3 milhões de reais, na cotação atual) do rei Carlos XVI Gustavo em uma cerimônia oficial em Estocolmo, em 10 de dezembro.