TPI considera sanções americanas um 'ataque flagrante' à independência do tribunal
Na terça-feira (18), o governo dos Estados Unidos anunciou sanções à presidente do TPI, Tomoko Akane, e a um procurador-adjunto da corte
Publicado: 19/08/2026 às 07:46
Juíza Tomoko Akane, do Tribunal Penal Internacional (TPI) (EVA PLEVIER/ANP/AFP)
O Tribunal Penal Internacional (TPI) criticou duramente nesta quarta-feira (19) os Estados Unidos pelas sanções adotadas contra sua presidente, ao classificar a medida como um "ataque flagrante" à independência do tribunal.
Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções à presidente do TPI, Tomoko Akane, e a um procurador-adjunto da corte, como parte da campanha de Washington contra o que descreve como um órgão "corrupto e irremediavelmente politizado".
"As sanções constituem um ataque flagrante à independência de uma instituição judicial imparcial", afirmou o tribunal, com sede em Haia, em um comunicado.
"Medidas deste tipo, dirigidas contra juízes, procuradores e funcionários (...) minam o Estado de Direito", acrescentou a nota.
As sanções de Washington têm sido interpretadas como uma resposta às investigações do TPI contra Israel, aliado dos Estados Unidos. Em 2024, o tribunal emitiu uma ordem de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela guerra em Gaza.
As medidas adotadas por Washington proíbem os funcionários sancionados de entrar nos Estados Unidos e de efetuar transações no sistema financeiro americano.