União Europeia sanciona colonos extremistas na Cisjordânia
Os governos europeus manifestaram preocupação com o ?crescimento de relatos de violência de colonos contra os palestinos na Cisjordânia
Publicado: 11/05/2026 às 22:24
Cisjordânia (AFP)
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou hoje que os ministros das Relações Exteriores do bloco chegaram a um acordo sobre novas sanções contra colonos israelenses violentos e extremistas na Cisjordânia ocupada, assim como contra doze autoridades do Hamas. "Já era hora de sairmos do impasse e partirmos para a ação. Extremismos e violência têm consequências", acrescentou Kallas.
Os governos europeus manifestaram preocupação com o ?crescimento de relatos de violência de colonos contra os palestinos na Cisjordânia. O ?pacote de sanções, que tem como alvo sete colonos e quatro organizações de colonos cujas identidades ainda não foram divulgadas estava bloqueado há meses pelo antigo governo da Hungria, que perdeu as eleições no mês passado.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou a União Europeia (UE) de "falência moral" após a decisão do bloco de sancionar os colonos israelenses extremistas culpados de violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada.
"Enquanto Israel e os Estados Unidos fazem o 'trabalho sujo' da Europa, lutando pela civilização contra os fanáticos ‘jihadistas’ no Irã e em outros lugares, a União Europeia revelou a sua falência moral ao traçar um paralelo falso entre os cidadãos israelenses e os terroristas do Hamas", declarou em um comunicado do seu gabinete.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, já havia condenado o acordo político da UE para sancionar colonos extremistas. "A UE optou, ?de modo ?arbitrário e político, por impor sanções a cidadãos e entidades israelenses ?por causa de suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento. Igualmente ultrajante é a comparação inaceitável que a União Europeia escolheu fazer entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas. Trata-se de uma equivalência moral ?completamente distorcida. Israel apoiou, apoia e continuará a apoiar o direito dos judeus de se estabelecerem no coração da nossa pátria", afirmou Saar, em alusão ao território ocupado por Israel desde 1967.
Já uma alta autoridade do Hamas também criticou a medida nos pontos em que se refere a seu grupo, dizendo que a União Europeia persiste no que classifica como hipocrisia política e racismo. "Isso equipara um carrasco fascista que se vangloria de cometer genocídio e limpeza étnica, um Estado pária que viola todas as leis internacionais, à vítima que se defende de acordo com todas as leis e estatutos", afirmou Basem Naim.