Israel e Líbano se reunirão novamente para negociações do fim do conflito
As reuniões irão ocorrer nos dias 14 e 15 de maio
Publicado: 07/05/2026 às 17:14
Região de Tiro, no sul do Líbano (KAWNAT HAJU / AFP)
O Departamento de Estado norte-americano anunciou que os representantes do Líbano e Israel vão voltar a se reunir na quinta e sexta-feira da próxima semana, nos dias 14 e 15 de maio, para a retomada das negociações sobre o fim da guerra.
No entanto, em meio ao frágil cessar-fogo entre as duas partes, as constantes violações da trégua continuam.
O grupo xiita libanês Hezbollah já lançou nesta quinta-feira (07) vários mísseis e drones explosivos contra as tropas israelenses que se encontram no sul do Líbano. Apesar da maior parte dos mísseis terem sido interceptados e abatidos, alguns drones explodiram perto das forças de Israel. Mas, segundo o exército israelense nenhum dos ataques causou feridos em suas tropas.
Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram hoje avisos de evacuação para três cidades no sul do Líbano. Os residentes de Deir ez-Zahrani, Bfaroueh e Habboush foram instruídos a sair para uma área a pelo menos um quilômetro de distância. "À luz das violações do acordo de cessar-fogo por parte da organização terrorista Hezbollah, as Forças de Defesa de Israel (FDI) são obrigadas a agir contra ela com força e não pretendem causar danos aos habitantes", disse o porta-voz do exército, Coronel Avichay Adraee.
Segundo a agência estatal do Líbano, bombardeios israelenses à cidade de Nabatieh, no sul do seu território fizeram hoje pelo menos um morto e diversos feridos. Em um deles foi destruído um edifício residencial e zonas próximas de uma escola evangélica foram atingidas, que causou danos em inúmeros prédios e o fechamento da estrada principal. Outros ataques foram registrados ainda nas localidades de Yater, Khirbet Selm e Qalawiya.
Israel também atacou Beirute ontem (6) pela primeira vez desde que concordou com a trégua com o Hezbollah no mês passado. De acordo com a imprensa local, um comandante do grupo foi morto no bombardeio.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, havia anunciado essa operação em um comunicado conjunto, que teve por objetivo enfraquecer a capacidade militar e cessar os consecutivos ataques do Hezbollah contra o norte de Israel, considerada uma ameaça a segurança do país, além de impedir o retorno seguro de milhares de residentes desalojados de sua fronteira nesta região.
Psra Tel Aviv, a ofensiva também visa pressionar o grupo e faz parte de uma estratégia mais ampla para atingir aliados do Irã no Oriente Médio.