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ORIENTE MÉDIO

Hezbollah rejeita negociações diretas entre o Líbano e Israel

O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (27) que lançou um ataque às infraestruturas do grupo

Isabel Alvarez

Publicado: 27/04/2026 às 15:42

Chefe do Hezbollah, Naim Qassem/Al-Manar/AFP Photo

Chefe do Hezbollah, Naim Qassem (Al-Manar/AFP Photo)

O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Qassem, declarou hoje que rejeita veementemente as negociações diretas entre o Líbano e Israel.

"Rejeitamos categoricamente as negociações diretas com Israel, e aqueles que estão no poder devem saber que as suas ações não beneficiarão o Líbano nem a si próprios. Estas negociações diretas e os seus resultados são como se não existissem para nós, e não nos dizem minimamente respeito. Vamos continuar a nossa resistência defensiva pelo Líbano e pelo seu povo. Por mais que o inimigo ameace, não recuaremos, não nos curvaremos e não seremos derrotados", declarou Qassem, pedindo ainda às autoridades libanesas que recuem do seu grave pecado que mergulha o Líbano numa espiral de instabilidade.

Enquanto isso, o frágil cessar-fogo em vigor entre os governos de Tel Aviv e Beirute sofre violações cada vez mais recorrentes entre as forças israelenses e o Hezbollah. Apesar da trégua anunciada em 16 de abril pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e prolongada por três semanas, às operações militares de Israel continuam na região. As hostilidades se mantêm e os confrontos persistem, com relatos de mortes e destruição significativa, sobretudo no sul do território libanês, que enfrenta uma grave crise humanitária com milhares de pessoas deslocadas desde a escalada das tensões.

O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (27) que lançou um ataque às infraestruturas do grupo Hezbollah, no Vale do Beqaa, no Líbano, e em outras zonas do sul do país em resposta a um drone explosivo contra as suas tropas. “Estes incidentes constituem uma violação dos entendimentos do cessar-fogo”, diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI).

As FDI também informaram que no domingo eliminaram três membros do grupo durante operações na área que chamam de zona tempão, no sul do Líbano. Somente no último sábado, os ataques aéreos israelenses provocaram 14 mortos, incluindo duas mulheres e duas crianças, além de pelo menos 37 feridos, entre os quais três crianças, acrescentou o serviço de saúde libanês.

Segundo os dados mais recentes das autoridades de saúde libanesas, mais de 2.500 pessoas morreram no país desde o início dos ataques israelenses, em 2 de março. De acordo também com o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, 7.755 ficaram feridas, números que incluem vítimas registradas já durante o período de trégua.

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