EUA avisam que próximos dias na guerra contra o Irã serão decisivos
A declaração foi dada pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth
Publicado: 31/03/2026 às 17:06
Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
Nesta terça-feira (31), o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, informou que os próximos dias na guerra contra o Irã serão decisivos. “O Irã sabe disso e não há quase nada que possam fazer militarmente a esse respeito. Queremos que este acordo seja alcançado, se possível. Caso contrário, estamos preparados para prosseguir”, afirmou.
Hegseth acrescentou que se a nova liderança iraniana for sensata vai aceitar um acordo para o fim da guerra. "O presidente Trump está disposto a um acordo, mas se o Irã não quiser chegar a um entendimento, os Estados Unidos vão continuar com a operação Fúria Épica com mais intensidade", avisou.
Mas, o secretário apontou que as negociações com Teerã estão em curso e que se mantêm ativas. Sobre a possibilidade de avançar com tropas norte-americanas em operações terrestres no Irã, Hegseth não descartou nenhuma hipótese. “Não se pode travar e vencer uma guerra se disser ao adversário o que estamos dispostos a fazer ou o que não estamos dispostos a fazer, incluindo pôr botas no terreno”, disse.
Por sua vez, o presidente norte-americano Donald Trump criticou mais uma vez a posição de países aliados no conflito do Oriente Médio, acusando, sobretudo, o Reino Unido de não querer participar na queda do regime iraniano. Além disso, ainda admitiu agora acabar com a guerra sem resolver a questão do bloqueio do Estreito de Ormuz, deixando o problema e o desafio nas mãos da Europa e dos Países do Golfo.
“Todos os países que não conseguem obter combustível de aviação por causa do bloqueio no Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a envolver na decapitação do Irã, tem duas sugestões: comprem aos EUA, temos bastante, e vão até ao estreito buscá-lo. Têm de aprender a lutar por vocês, os EUA já não estarão lá para ajudá-los, tal como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi dizimado. A parte difícil já passou", escreveu em sua rede social Truth Social.
Em contrapartida, o governo iraniano também adiantou que cobrará tarifas para a travessia do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas energéticas do mundo. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou ainda atingir empresas norte-americanas na região a partir de 1 de abril, em retaliação pelos ataques contra o país. Entre as 18 empresas incluídas na ameaça estão a Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing.
Enquanto isso, a porta-voz do exército de Israel, Nadav Shoshani, declarou que o país está preparado para continuar com a ofensiva contra o Irã nas próximas semanas, mas esclareceu que a decisão é política. "Estamos preparados para continuar a operar nas próximas semanas. Temos os alvos para isso, as munições para isso, os efetivos para isso, e cabe à liderança decidir", disse.