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GUERRA

ONU afirma que o Líbano enfrenta uma catástrofe humanitária

Mais de 1 milhão de pessoas precisaram fugir das suas casas em decorrência de ataques israelenses

Isabel Alvarez

Publicado: 28/03/2026 às 10:43

Divulgação/ONU/

Divulgação/ONU ()

A agência da ONU para os refugiados (ACNUR) alertou que o Líbano enfrenta uma catástrofe humanitária, com mais de 1 milhão de pessoas que precisaram fugir das suas casas em decorrência dos ataques israelenses.

Segundo a ACNUR, desde que as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram a sua ofensiva no Líbano no início deste mês, em resposta aos mísseis lançados sobre a fronteira pelo grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, cerca de um quinto da população do Líbano foi forçada a se desloca.

“Desde que os bombardeios de Israel destruíram várias pontes no sul do Líbano, mais de 150 mil pessoas ficaram isoladas do resto do país, limitando severamente o acesso humanitário”, afirmou Karolina Lindholm Billing, representante do ACNUR no Líbano.

Billing destacou que mesmo em situação de deslocamento, as pessoas já não se sentem seguras, citando um caso em que um ataque israelense atingiu um quarteirão de distância de um abrigo de refugiados. "As famílias vivem em constante medo, e o impacto psicológico, particularmente nas crianças, irá perdurar muito para além do conflito atual", acrescentou.

O país ainda continua a abrigar um grande número de refugiados sírios e palestinos, com a maioria da população, incluindo libaneses, vivendo em condições de extrema pobreza. Conforme o Ministério da Saúde libanês é um cenário de crise humanitária aguda, com milhares de feridos e um número de vítimas fatais que ultrapassou mil pessoas, entre as quais, pelo menos cem são crianças. Além disso, a ONU aponta que o sistema de saúde está sob forte pressão, com centenas de unidades de saúde sendo afetadas por ataques, o que reduziu intensamente a capacidade de atendimento médico.

Desde 2019, o país enfrenta uma das piores crises financeiras do mundo, com desvalorização extrema da moeda, alto desemprego e falência bancária. O Líbano vive um colapso financeiro e o atual conflito pode reduzir o PIB em até 9,2%, além da pobreza atingir mais de 55% da população. A ONU indica que a guerra agravou ainda mais a situação e aponta que a insegurança alimentar piorou drasticamente, sendo que a distribuição de alimentos e a operação de padarias estão comprometidas, aumentando a fome.

O Líbano depende fortemente de ajuda internacional, com a União Europeia e outras agências da ONU fornecendo assistência humanitária de emergência para suprir a falta de recursos básicos

Enquanto isso, na capital libanesa uma nova leva de fortes ataques aéreos atingiram os subúrbios do sul de Beirute na sexta-feira.

Pelo menos, 10 pessoas morreram, nas últimas horas, vítimas de bombardeios israelenses no sul do Líbano, onde decorre uma operação militar com o objetivo de alcançar uma invasão completa.

Entre estes, cinco profissionais de saúde apos um ataque a uma ambulância em Zoutar Sharqi, Nabatiyeh.

Por outro lado, Israel comunicou que 261 pessoas ficaram feridas nos ataques do Hezbollah nas últimas 24 horas. O Ministério da Saúde israelense informou que desde o início dos ataques iranianos contra o seu território, 5.492 pessoas ficaram feridas dos quais 116 ainda recebem tratamento médico.

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