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Pentágono prevê dia mais intenso de ataques ao Irã e promete conflito até 'derrotar o inimigo'

Estados Unidos devem intensificar nesta terça-feira (10) os ataques contra o Irã, enquanto autoridades americanas afirmam que a ofensiva busca degradar de forma decisiva a capacidade militar de Teerã

Estadão Conteúdo

Publicado: 10/03/2026 às 10:13

Pete Hegseth/BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

Pete Hegseth (BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

Os Estados Unidos devem intensificar nesta terça-feira (10) os ataques contra o Irã, enquanto autoridades americanas afirmam que a ofensiva busca degradar de forma decisiva a capacidade militar de Teerã. Em coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que hoje será, "outra vez, o dia mais intenso de ataques contra o Irã".

Segundo Hegseth, o propósito da campanha é enfraquecer a estrutura militar iraniana. "Os objetivos são destruir mísseis e a base industrial de defesa. Outro objetivo é destruir a marinha do Irã", ressaltou. O secretário afirmou ainda que Teerã está "desesperado e em apuros" e acrescentou que os EUA "não descansarão até o inimigo estar completamente derrotado".

Hegseth também afirmou que os ataques iranianos diminuíram nas últimas 24 horas. "Vimos o menor número de mísseis disparados pelo Irã no último dia", disse. Ainda assim, ele indicou que a pressão militar continuará e afirmou que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, "será inteligente se ouvir as palavras de Donald Trump" sobre o país não poder ter uma arma nuclear.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a campanha militar americana já atingiu mais de 5 mil alvos no território iraniano. Segundo ele, as forças americanas também destruíram mais de 50 navios iranianos e continuam a atingir embarcações usadas para lançar minas marítimas.

Caine avaliou que o Irã ainda mantém capacidade de combate, mas afirmou que o país não tem demonstrado força superior ao esperado. "O Irã está lutando, mas não é mais formidável do que pensávamos", disse.

Em meio à escalada, o assessor de segurança iraniano Ali Larijani reagiu a uma ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump de atacar o país com intensidade "vinte vezes maior" caso Teerã interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em mensagem no X, Larijani afirmou que o Irã "não teme suas ameaças vazias" e alertou Trump para que "tenha cuidado para não ser eliminado", lembrando que o país já foi acusado no passado de planejar atentados contra o presidente americano.

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