Pernambucana que mora em Israel relata o dia a dia desde o início da guerra
Com o conflito entrando em seu quarto dia, a procura por abrigos várias vezes ao dia se tornaram rotina
Publicado: 03/03/2026 às 17:21
A picture taken along the Israel-Lebanon border shows rockets being fired from southern Lebanon towards Israel on March 3, 2026. Israel on March 3, ordered the military to take control of more positions inside Lebanon to create a buffer zone, as the Lebanese army pulled back some of its forces after Hezbollah attacked Israeli bases in support of its backer, Iran. Lebanon was drawn into the regional war a day earlier after an initial rocket attack on Israel by Hezbollah, which said it wanted to "avenge" the killing of Iranian supreme leader Ayatollah Ali Khamenei during the US-Israeli strikes. (Photo by Jalaa MAREY / AFP) Caption ( AFP)
A pernambucana Renata Gedanken, que mora, há quase um ano, no Norte de Israel – perto da fronteira com o Líbano – explica como a sua rotina foi alterada por conta dos ataques contra o país desde o início do atual conflito israelense e americano contra o Irã.
Além de iranianos, os bombardeios e envios de drones também têm sido feitos pelo grupo Hezbollah – que fica no Líbano.
Segundo Renata, o governo israelense comunica aos moradores dos locais que são alvo desses bombardeios para que as pessoas possam se proteger. Isso faz com que ela e sua família precisem buscar o abrigo antibombas várias vezes por dia.
“São ataques com drones e mísseis vindos, principalmente, do Irã. Somos avisados antes pelo celular de que eles foram enviados para dar tempo de correr para o abrigo. Apesar disso, o sentimento é de segurança. Só esperamos que acabe logo”, conta Renata.
Tanto ela, que trabalha na cozinha da Apple, quanto a filha que ainda estuda , estão em casa desde o sábado. O conflito, iniciado por ataques de Israel e dos EUA contra o Irã, entrou no quarto dia, com intensificação das ações também no Líbano.