Argentina detecta surto de gripe aviária e suspende exportações do setor
A descoberta acionou um plano de contingência com isolamento, desinfecção e sacrifício das aves
Publicado: 24/02/2026 às 18:56
Imagem ilustrativa (AFP)
As autoridades de saúde animal da Argentina detectaram um surto de gripe aviária em um estabelecimento na província de Buenos Aires e decidiram suspender temporariamente, a partir desta terça-feira (24), as exportações do setor.
A informação foi dada pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) após a confirmação, na segunda-feira, de um caso de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) H5 em aves de criação na localidade de Ranchos, a 120 quilômetros da capital argentina.
A descoberta acionou um plano de contingência com isolamento, desinfecção e sacrifício das aves, cuja quantidade não foi informada.
O governo notificou o caso à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e suspendeu as exportações de todos os produtos avícolas para os países com os quais mantém acordo sob o status de livre da doença.
No entanto, a produção destinada ao mercado interno continuará normalmente, uma vez que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos, esclareceu o Senasa.
O último surto havia ocorrido em agosto do ano passado em outro estabelecimento comercial da província de Buenos Aires, o que levou à suspensão das exportações, que foram retomadas em outubro.
A Argentina registrou um aumento interanual de 8% nas exportações de carne de frango no último período computado (janeiro a agosto de 2025), com um volume de 112 mil toneladas que geraram 155 milhões de dólares (798 milhões de reais), segundo dados oficiais.
Os principais destinos das exportações do setor são China, África do Sul, Chile e Hong Kong.
No vizinho Uruguai, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) declarou nesta terça-feira emergência sanitária após detectar influenza aviária H5 em fauna silvestre em Canelones, Maldonado e Rocha, no sul e leste do país.
A declaração de emergência, que busca reduzir o risco de propagação para a produção avícola, proíbe a movimentação de aves domésticas e a realização de feiras, leilões e exposições relacionadas ao setor em todo o país.
Além disso, reforça as instruções de biossegurança, o que inclui controles mais rigorosos e o aumento da proteção nos galpões para evitar o contato da produção com aves silvestres.