Ex-príncipe Andrew é investigado por suspeitas de fornecer informações confidenciais a Epstein
A partir de novos documentos, liberado recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA, evidenciou-se a estreita proximidade de Andrew com Epstein
Publicado: 09/02/2026 às 19:13
Ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor (AFP via Getty Images)
Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e irmão do Rei Charles III do Reino Unido, é suspeito de ter compartilhado com Jeffrey Epstein, condenado por comandar uma rede de tráfico sexual e pedofilia, relatórios oficiais sobre acordos britânicos de suas viagens a Singapura, China, Hong Kong e Vietnã entre 2010 e 2011. Na época, Andrew era representante especial do país para o Comércio Internacional.
A partir dos novos documentos do caso Epstein, liberado recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA, evidenciou-se a estreita proximidade de Andrew com Epstein, onde foram revelados ainda os e-mails que sugerem o envio dos documentos sensíveis do governo britânico.
Graham Smith, diretor do grupo Republic, maior organização de pressão antimonarquista do Reino Unido, comunicou hoje ter denunciado Andrew à polícia por suspeita de má conduta no exercício de cargo público e violação de segredos oficiais. “Podemos confirmar que recebemos o relatório com esta denúncia e estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, declarou um porta-voz da polícia da região do Vale do Tamisa, sudeste da Inglaterra.
A polícia britânica e outras autoridades estudam se houve violação de confidencialidade por parte de envoys de comércio. Mas, também foi confirmada uma outra investigação de relatos de uma mulher que foi ao Reino Unido sob ordens de Epstein para um encontro sexual com o então príncipe. O alegado encontro teria acontecido em 2010 na sua antiga residência, o palácio Royal Lodge.
Depois do anúncio sobre as investigações de novas alegações contra o ex-príncipe, o Palácio de Buckingham afirmou que está pronto para apoiá-las caso seja solicitado pela polícia. Os representantes da Família Real do Reino Unido destacaram que o Rei Charles III já deixou claro sua profunda preocupação, em palavras e por meio de ações sem precedentes, com as alegações que continuam a surgir em relação à conduta do sr. Mountbatten-Windsor. "Apesar das alegações específicas em questão devam ser abordadas pelo Sr. Mountbatten-Windsor, se formos contatados pela Polícia do Vale do Tamisa, estaremos prontos para apoiá-los", disse um o porta-voz do palácio em um comunicado à imprensa.
Devido aos escândalos da sua relação com o criminoso sexual condenado e que se suicidou na prisão em 2019, Andrew também já perdeu seus títulos reais, militares e honrarias além de ser instruído a deixar a residência da Família Real Britânica.