Argentina fecha acordo com os EUA sobre minerais críticos
Os Estados Unidos também já firmaram acordos neste setor com a União Europeia, o México e o Japão
Publicado: 05/02/2026 às 17:26
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, e o subsecretário de Estado americano, Christopher Landau (Ministério das Relações Exteriores da Argentina)
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina anunciou que o país assinou um acordo com os Estados Unidos sobre os minerais críticos, que reforçarão uma maior segurança das cadeias globais de suprimento. Os dois governos apontaram o objetivo de garantir transparência no setor, que é considerado estratégico para as áreas de tecnologia, segurança e defesa. Além do mais, destacaram que o acordo promove investimentos conjuntos.
O entendimento e a assinatura do acordo foram fechados durante uma cúpula ministerial sobre minerais críticos convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que contou com a presença de representantes de mais de 50 países, inclusive o Brasil, que ainda analisa a possibilidade de aderir ao grupo multilateral.
“A Argentina desempenhará um papel fundamental para o mundo, tanto pelos recursos disponíveis quanto pela capacidade e experiência de investimento que possuem no processo de extração", disse o chefe da diplomacia dos EUA.
Washington visa fortalecer o abastecimento e o processamento dos minerais, que são essenciais para a fabricação de smartphones, equipamentos militares, painéis solares, carros elétricos entre outros. Além de conter o avanço da China neste mercado, que é líder da cadeia de suprimentos de minerais críticos, sendo responsável por quase 60% da mineração global de terras raras e mais de 90% da fabricação de ímãs.
Os Estados Unidos também já firmaram acordos neste setor com a União Europeia, o México e o Japão. O presidente dos EUA, Donald Trump, adiantou no começo dessa semana um projeto para a criação de uma reserva de minerais críticos no seu país na ordem de US$ 12 bilhões.
Por sua vez, o governo argentino avaliou que a iniciativa irá expandir a economia do país, além de estruturar cadeias de valor mais robustas e diversificadas assim como estimular a atração de investimentos de longo prazo. Segundo Buenos Aires, somente em 2025 as exportações argentinas do setor de mineração somaram US$ 6,04 bilhões.
“A Argentina caminha para um aumento de suas exportações totais, da ordem de US$ 100 bilhões, nos próximos sete anos. Esse crescimento contará com uma participação crescente da mineração, que pode superar os US$ 20 bilhões e alcançar mais de US$ 30 bilhões até o final da próxima década”, afirmou o chanceler argentino Pablo Quirno.