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Moçambique é afetado por cheias que atingem mais de 700 mil pessoas e deixou 13 mortos

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) registrou pelo menos 13 pessoas mortes e quatro desaparecidos nos últimos 15 dias

Isabel Alvarez

Publicado: 22/01/2026 às 18:31

Maputo, Moçambique/EMIDIO JOZINE/AFP

Maputo, Moçambique (EMIDIO JOZINE/AFP)

Desde o dia 07 de janeiro inundações atingem diversas regiões de Moçambique. De acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as cheias já afetaram ao todo 723.532 pessoas. O INGD comunicou que registrou pelo menos 13 pessoas mortes e há quatro desaparecidos nos últimos 15 dias.

Também centenas de famílias continuam sitiadas, algumas refugiadas em telhados de casas, aguardando resgate, principalmente em Maputo e Gaza, no sul do país. Hoje prosseguem ações e tentativas das equipes de socorro com mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, e embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

As fortes chuvas praticamente ininterruptas também deixaram até agora um saldo de 2.867 casas parcialmente destruídas, 743 totalmente destruídas, 71.560 residências inundadas, assim como 150 unidades sanitárias, 146 escolas, três pontes e 1.297 quilômetros de estrada. O balanço do órgão aponta ainda que cerca de 60 mil hectares de área agrícola sofreram sérios danos, atingindo a atividade de 83.370 agricultores, além da morte de 58.621 cabeças de gado, entre bovinos e aves.

Mas, o início da época das chuvas, que começou em outubro, incluindo as últimas duas semanas de enchentes, contabiliza ao todo 124 mortos em Moçambique. Segundo os dados divulgados pelo INGD estão atualmente ativos 90 centros de acomodação e abrigo, com 92.792 pessoas, incluindo as 17.524 que precisaram ser resgatadas.

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, anunciou hoje que o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU destinou cinco milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências para ajudar no combate às inundações generalizadas em Moçambique. "Nós, juntamente com os nossos parceiros, continuamos a intensificar os esforços, com embarcações disponíveis para operações de busca e salvamento. Dois veículos anfíbios do Programa Alimentar Mundial (PAM) foram mobilizados para alcançar áreas inacessíveis por estrada. O PAM está utilizando ao máximo os seus recursos limitados para apoiar as milhares de pessoas afetadas, fornecendo-lhes kits alimentares de emergência para sete dias", explicou Dujarric.

Por sua vez, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) também está ampliando a sua resposta de emergência no país devido ao alto número de deslocados.

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