Trump nomeia Marco Rubio e Tony Blair para 'conselho de paz' em Gaza
O próprio presidente dos EUA presidirá o órgão e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas
Publicado: 16/01/2026 às 21:10
Donald Trump, presidente dos EUA (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
O presidente Donald Trump nomeou nesta sexta-feira (16) o chefe da diplomacia dos Estados Unidos Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como membros fundadores do "conselho de paz" em Gaza, informou a Casa Branca.
O republicano também incluiu seu enviado especial Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, entre os integrantes do "conselho executivo fundador" de sete membros, segundo um comunicado.
O próprio Trump presidirá o órgão e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas.
Blair é uma escolha polêmica no Oriente Médio por seu papel na invasão do Iraque em 2003. O próprio Trump disse no ano passado que queria ter certeza de que seria uma "opção aceitável para todos".
Trump anunciou nesta quinta-feira a criação deste conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino.
"Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", afirmou Trump ao fazer o anúncio nas redes sociais.
A criação do conselho chega pouco depois do anúncio de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros, encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra. O ex-vice-ministro palestino Ali Shaath vai liderar o comitê.
O presidente americano também designou nesta sexta-feira o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza.
O plano de paz para Gaza respaldado pelos Estados Unidos entrou em vigor pela primeira vez em 10 de outubro, o que facilitou o retorno de todos os reféns em mãos do Hamas e o fim dos combates entre militantes desse grupo e Israel.
A segunda fase do plano está agora em andamento, embora ensombrecida por questões não resolvidas.
Para os palestinos, a questão central ainda é a retirada militar completa de Israel de Gaza, um passo incluído no marco do plano, mas para o qual não foi anunciado um cronograma detalhado.
O Hamas se recusou a se comprometer publicamente com o desarmamento total, uma exigência inegociável de Israel.