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China e Canadá anunciam nova parceria comercial

O primeiro-ministro canadense salientou que a China é um parceiro mais previsível do que os EUA

Isabel Alvarez

Publicado: 16/01/2026 às 16:06

Reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim/VINCENT THIAN / POOL / AFP

Reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim (VINCENT THIAN / POOL / AFP)

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que firmou uma nova parceria estratégica com a China, que abrange, sobretudo, energia limpa, cooperação comercial e econômica, segurança pública, multilateralismo e fortalecimento de laços entre canadenses e chineses. Carney e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assinaram oito memorandos de entendimento em áreas como segurança alimentar, combate ao crime e energia.

Carney ainda considerou que haverá uma redução das tarifas chinesas sobre a canola, que é usado na culinária e biodiesel, para 15% e a diminuição para 6,1% das tarifas sobre os automóveis chineses, que permitirá a entrada de 49 mil veículos elétricos chineses no mercado canadense. O premiê do Canadá defendeu a nova parceria estratégica como forma de adaptação às novas realidades globais, que promoverá estabilidade, segurança e prosperidade para ambos os países e a região da Ásia-Pacífico.

As declarações se referem às políticas de tarifárias adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que têm afetado Pequim e Ottawa, assim como tem levado diversas nações a buscarem se aproximar comercialmente da China. O primeiro-ministro canadense salientou que a China é um parceiro mais previsível do que os EUA.

Segundo a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, este é um planejamento do governo para duplicar o comércio fora dos Estados Unidos nos próximos dez anos. Mais de 75% das exportações canadense ainda se destinam aos Estados Unidos.

O presidente chinês, Xi Jinping, saudou a mudança nas relações entre os dois países, uma vez que estão sendo renovados os laços diplomáticos após cerca de uma década de tensão. Jinping disse que as propostas nas relações de Pequim e Ottawa incluem o respeito pela soberania de ambos os países, o desenvolvimento de bases comuns de entendimentos comerciais, a confiança mútua e a coordenação nas instituições internacionais, como as Nações Unidas e os G20.

Após o encontro entre os dois líderes em outubro passado, na conferência da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, Jinping já havia afirmado a importância de boas relações para a paz mundial, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade.

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