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FORÇAS MILITARES

Alemanha, França, Suécia e Noruega enviarão militares a Groenlândia

O Ministério alemão da Defesa comunicou que o país enviará à ilha uma equipe de reconhecimento formada por 13 militares

Isabel Alvarez

Publicado: 14/01/2026 às 18:33

Groenlândia /Olivier MORIN/AFP

Groenlândia (Olivier MORIN/AFP)

A Alemanha e a França anunciaram hoje que participarão de uma missão militar europeia na Groenlândia, juntamente com a Noruega e Suécia.

O Ministério alemão da Defesa comunicou que o país enviará na quinta-feira (15) uma equipe de reconhecimento formada por 13 militares à ilha ártica para uma missão de exploração que acontecerá a partir de amanhã até o dia 17 de janeiro. “A convite da Dinamarca, a Alemanha participará de uma missão de exploração na Groenlândia, de 15 a 17 de janeiro de 2026, juntamente com outras nações européias. O objetivo é explorar as condições estruturais para possíveis contribuições militares em apoio à Dinamarca na garantia da segurança na região, por exemplo, no que diz respeito às capacidades de vigilância marítima”, explica a nota.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, já adiantou que vários oficiais das Forças Armadas suecas chegam ainda hoje à Groenlândia. “Fazem parte de um grupo de diversos países aliados. Juntos, vão se preparar para os próximos elementos do exercício dinamarquês chamado Operação Arctic Endurance", explicou Kristersson, assinalando que o envio ocorre a pedido do governo de Copenhagen.

Já o ministro norueguês da Defesa, Tore Sandvik, confirmou o destacamento de dois militares das Forças Armadas do país a Groenlândia para planejar a cooperação futura entre os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Sandvik admitiu que existe um diálogo em curso dentro da OTAN a respeito de como reforçar a segurança no Ártico, incluindo na Groenlândia e nos seus arredores.

 

Ministros da Dinamarca e Groenlândia em Washington

Na Casa Branca, a reunião do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, com os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, que durou pouco mais de uma hora não alterou as pretensões dos EUA em controlar a ilha do Ártico.

“Não conseguimos mudar a posição dos EUA. É evidente que o presidente tem esse desejo de conquistar a Groenlândia e deixamos muito, muito claro que isso não é do interesse do Reino da Dinamarca. Se trataria de uma violação inaceitável da soberania. A Dinamarca deseja trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, mas esta cooperação deve, naturalmente, ser respeitosa”, declarou Rasmcussen.

O chanceler dinamarquês ainda afirmou que destacou no encontro que não há ameaças imediatas da China e da Rússia que a Dinamarca e a Groenlândia, e seus aliados, não possam gerir por si próprios, rejeitando, assim, os argumentos dados por Trump para justificar a sua ambição de anexar o território autônomo da Dinamarca.

No entanto, apesar das divergências, Rasmcussen ressaltou que os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia decidiram formar um grupo de trabalho de alto nível para explorar se podemos encontrar um caminho comum a seguir.


“Concordamos que faz sentido tentar uma reunião de alto nível para explorar se existem possibilidades de atender às preocupações do presidente Trump, respeitando, ao mesmo tempo, as linhas vermelhas do Reino da Dinamarca. Portanto, este é o trabalho que iniciaremos. Ainda temos uma discordância fundamental, mas também concordamos em discordar e, por isso, continuaremos a conversar. O grupo de trabalho deverá se reunir pela primeira vez dentro de algumas semanas”, indicou Rasmussen.

"Acordamos que devemos olhar para o futuro e trabalhar para um acordo mais sólido entre os países", acrescentou Vivian Motzfeldt.

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