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DEFESA

Groenlândia rejeita de novo plano de Trump e quer reforço da OTAN para a ilha

A Groenlândia está incluída na aliança da OTAN como parte do Reino da Dinamarca

Isabel Alvarez

Publicado: 12/01/2026 às 17:56

Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen/OSCAR SCOTT CARL/RITZAU SCANPIX/AFP

Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen (OSCAR SCOTT CARL/RITZAU SCANPIX/AFP)

O governo da Groenlândia anunciou hoje que aumentará os esforços para que a defesa do território ártico seja assegurada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), além de ter rejeitado mais uma vez as pretensões do presidente dos Estados Unidos de assumir o controle da região autônoma dinamarquesa.


“Os Estados Unidos reiteraram novamente o desejo de tomar posse da Groenlândia, algo que a coligação governamental não pode aceitar de maneira nenhuma. À luz da posição muito positiva de seis países da OTAN em relação à Groenlândia, o governo groenlandês vai intensificar os seus esforços para que a defesa do território se inscreva claramente no quadro da OTAN. Todos os Estados-membros da OTAN, incluindo os Estados Unidos, têm um interesse comum na defesa da Groenlândia e que como parte da Comunidade Dinamarquesa, o país é membro da OTAN”, afirmou num comunicado o governo groenlandês.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também disse compreender o desconforto com que muitas pessoas acompanhavam as notícias sobre o interesse norte-americano na ilha ártica. “Por isso, é importante ser completamente claro. A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca e parte da OTAN através da Commonwealth. Isto significa que a nossa segurança e defesa pertencem à OTAN. É uma linha básica e fixa. O nosso país tem importância estratégica, e a nossa segurança é importante. Para nós. Pelos nossos aliados. E pela estabilidade no Ártico”, afirmou.

Nielsen reafirmou que o governo da ilha irá trabalhar para garantir que o desenvolvimento da defesa na Groenlândia e nos arredores aconteça em estreita cooperação com a aliança militar ocidental. “Em diálogo com nossos aliados, incluindo os EUA. E em colaboração com a Dinamarca. Trata-se de uma sociedade democrática que toma as suas próprias decisões e as nossas ações são baseadas no direito internacional”, concluiu.


No domingo, Trump insistiu que os EUA vão se apoderar de uma forma ou de outra da ilha, alegando ainda que precisa de um ‘título de propriedade’ sobre o território. Também já admitiu que poderá ter de escolher entre a preservação da integridade da OTAN e o controle da Groenlândia. As declarações do presidente norte-americano têm causado crescente preocupação entre os aliados europeus e reforçado a discussão sobre a importância estratégica do Ártico no quadro da segurança euro-atlântica.

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