EUA apoiará força de defesa europeia após cessar-fogo na Ucrânia
O apoio ocorre após o encontro dos principais aliados de Kiev na capital francesa para conversações cruciais sobre a segurança do país no contexto de um cessar-fogo com a Rússia
Publicado: 06/01/2026 às 17:23
Enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff (foto: Patrick T. Fallon/AFP)
Os Estados Unidos, representados pelos enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, e os aliados europeus, que tem a coordenação da França e do Reino Unido no esforço multinacional, anunciaram hoje um compromisso para fornecer garantias de segurança à Ucrânia quando se alcançar um acordo de cessar-fogo. A declaração foi realizada após o encontro dos principais aliados de Kiev na capital francesa para conversações cruciais sobre a segurança do país no contexto de um cessar-fogo com a Rússia.
Mas, além disso, ficou estabelecida à criação de uma Força Multinacional para a Ucrânia, composta por contribuições de países dispostos a colaborar no âmbito da Coligação, para apoiar a reconstrução das forças armadas ucranianas e reforçar a dissuasão.
“Saudamos a confirmação de que os Estados Unidos estão prontos para apoiar a Coligação na garantia da segurança futura da Ucrânia e comprometemo-nos com um sistema de garantias políticas e juridicamente vinculativas que serão ativadas assim que um cessar-fogo entrar em vigor, para além dos acordos bilaterais de segurança e em conformidade com os nossos respectivos acordos legais e constitucionais”, diz o comunicado divulgado depois da reunião em Paris da Coligação dos Dispostos,
A coligação é formada por 31 países que prometeram um apoio reforçado à Kiev contra a agressão russa além do compromisso também em fazerem parte de uma força de manutenção da paz destacada em território ucraniano. “Haverá um sistema de monitorização contínua e confiável do cessar-fogo que será liderado pelos Estados Unidos, com participação internacional, incluindo de membros da Coligação dos Dispostos”, acrescentou a nota oficial.
A coligação, com o apoio norte-americano, ainda concordou em continuar a prestar assistência militar e armamento essenciais a longo prazo às Forças Armadas da Ucrânia. “Foi realizado um planejamento militar coordenado para preparar medidas de segurança no ar, no mar e em terra, assim como para a restauração das forças armadas da Ucrânia. Estas medidas de segurança devem ser rigorosamente implementadas a pedido da Ucrânia, assim que se consiga uma cessação credível das hostilidades”, diz o comunicado, afirmando que estes elementos serão liderados pela Europa, com a participação também de membros não europeus da Coligação, e com a participação dos EUA, incluindo capacidades americanas como a inteligência e a logística, para além do compromisso dos EUA em apoiar a força em caso de ataque.
Os aliados concordaram ainda em finalizar os compromissos vinculativos que definem a abordagem para apoiar a Ucrânia e restaurar a paz e a segurança em caso de um futuro ataque armado por parte da Rússia. Estes compromissos podem incluir o uso de capacidades militares, inteligência e apoio logístico, iniciativas diplomáticas e a adoção de sanções adicionais.
“A União Europeia contribuirá para os esforços que garantam as medidas de segurança de que a Ucrânia necessita para qualquer acordo de paz duradoura. Vamos auxiliar com as nossas missões civis e militares da UE no terreno. A Ucrânia deve estar na posição mais forte possível, antes, durante e depois de qualquer cessar-fogo”, afirmou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, garantindo que a UE apoiará a paz na Ucrânia com missões civis e militares no terreno.