Raio-X da Ponte Preta: lanterna, jejum histórico e crise financeira antes de enfrentar o Sport
Macaca chega à Ilha do Retiro com apenas 10 pontos em 26 rodadas e 20 jogos sem vencer na Série B
O Sport terá pela frente um adversário mergulhado em uma das maiores crises de sua história na Série B. A Ponte Preta chega à Ilha do Retiro, nesta quinta-feira (10), às 21h30, como lanterna da competição, com apenas 10 pontos conquistados em 26 rodadas e um jejum que já alcança 20 partidas sem vitória.
O momento dentro de campo é reflexo de uma turbulência que também tomou conta dos bastidores do clube.
A derrota por 2 a 0 para o São Bernardo, na última rodada, ampliou a sequência negativa e fez a Macaca se isolar como dona do maior jejum de vitórias da história da segunda divisão. Desde a última vitória, justamente sobre o América-MG, em 24 de abril, foram 17 derrotas e três empates.
O retrospecto de toda a temporada também ajuda a dimensionar o tamanho do problema. Em 36 jogos disputados em 2026, a Ponte Preta perdeu 28 e venceu apenas três. É a equipe com mais derrotas no ano entre os clubes das quatro divisões nacionais.
Crise financeira e paralisação do elenco
O desempenho ruim dentro de campo está diretamente ligado à grave crise financeira vivida pelo clube. Em 26 de agosto, os jogadores anunciaram uma paralisação e afirmaram que alguns atletas estavam há seis meses sem receber.
Sem perspectiva de pagamento, o elenco chegou a não concentrar para uma partida pela terceira vez na Série B, apresentando-se apenas no dia do jogo contra o São Bernardo.
Desde o início da Segundona, 19 jogadores deixaram a Ponte Preta.
Base socorre equipe principal
A situação provocou uma ruptura no grupo principal e obrigou a comissão técnica a recorrer aos jogadores das categorias de base para evitar que a equipe sequer entrasse em campo. Em uma das partidas, diante do América-MG, em Belo Horizonte, a Ponte precisou utilizar a garotada após a paralisação do elenco principal e acabou derrotada por 2 a 0.
Na última rodada, contra o São Bernardo, dois jogadores de apenas 17 anos ganharam espaço no segundo tempo: o lateral-esquerdo Matheus Souza e o atacante João Damião.
Treinador e elenco
Dentro de campo, a responsabilidade pela tentativa de reação está nas mãos de Gilson Kleina. O treinador é o quarto comandante da Ponte Preta na temporada e assumiu uma equipe já pressionada pela situação na tabela e pelos problemas extracampo.
Kleina terá ainda uma baixa confirmada para o duelo contra o Sport. O zagueiro colombiano Sergio Palacios foi expulso na derrota para o São Bernardo e terá de cumprir suspensão automática.
A tendência inicial é de que a Ponte Preta utilize uma formação com três zagueiros. Diego Leão, Lucas Cunha e Gustavo Almeida aparecem como opções para formar a linha defensiva.
Mesmo em meio à crise, o elenco ponte-pretano conta com jogadores conhecidos do torcedor rubro-negro. Um deles é o experiente lateral-esquerdo Danilo Barcelos, de 35 anos, que defendeu o Sport nas temporadas de 2014 e 2015.
Outro nome familiar é Lucas Cunha. O zagueiro esteve emprestado ao Sport no ano passado e agora integra a defesa da Macaca. O mesmo acontece com o lateral-esquerdo Kevyson, que também passou pelo Leão em 2025.