Diego Hernández, meia-atacante do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)
Fôlego renovado
Duas vitórias consecutivas trouxeram um pouco de tranquilidade ao Sport, mas a sequência pela frente exige atenção redobrada. Dos próximos quatro compromissos, três serão longe do Recife: Avaí, hoje, Novorizontino, no dia 28, e Ceará, em 5 de setembro. Entre essas viagens, o Leão terá apenas o América/MG, na Ilha do Retiro. O calendário poderia representar uma dureza ainda maior, não fosse um dado que joga a favor do Sport: a equipe tem a quinta melhor campanha como visitante na Série B. São quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas, com aproveitamento de 53,3%, ligeiramente superior aos 52,7% conquistados como mandante. É justamente esse desempenho fora de casa que permite ao Sport encarar o duelo em Santa Catarina com confiança e a possibilidade real de voltar para o Recife com mais três pontos. Mais do que manter a sequência positiva, o objetivo é consolidar a presença no G6 e, se possível, ganhar posições. Com 16 rodadas ainda pela frente, a disputa pelo acesso tende a ficar mais seletiva. Os espaços vão diminuindo e cada ponto passa a ter peso maior. Por isso, o Sport precisa aproveitar o bom momento e transformar essa sequência fora de casa em uma oportunidade de afirmação na parte de cima da tabela.
Poder econômico
Esse “balão” que o Vitória deu no Sport na negociação pelo atacante Alex Bruno revela duas situações. A primeira é o poder econômico do clube baiano, hoje na Série A, que pesou bem. Não é fácil para os clubes pernambucanos competir nesse cenário. A segunda é que faltou mais agilidade aos dirigentes leoninos, que apostaram na conversa com o atleta e seu empresário. No futebol, negociação só termina quando o contrato está assinado. E, evidentemente, a diretoria do ASA também fez o que era melhor para os seus interesses.
Perdemos força
Já vimos nossos clubes darem seus “balões” e praticamente passarem por cima de negociações envolvendo rivais estaduais ou regionais. O episódio, porém, deixa uma constatação mais preocupante: Pernambuco deixou de ser uma força regional. Precisamos recuperar esse poder, que foi uma de nossas marcas até pouco tempo atrás. Voltar ao protagonismo regional exige clubes e federação fortes, dentro de campo e, principalmente, politicamente. Sem isso, continuaremos perdendo espaço.
Foco total no Santa Cruz
O presidente Bruno Rodrigues precisa dar um tempo nos afazeres políticos e pensar, exclusivamente, no Santa Cruz durante esta semana. Sábado é o jogo mais importante do clube coral na temporada. Uma vitória sobre o Caxias mantém o Tricolor no G8, dependendo apenas de si diante do Anápolis. Uma nova derrota, porém, pode tirar o time da zona de classificação e levá-lo à última rodada precisando vencer e torcer por tropeços dos rivais. Por isso, é fundamental o dirigente “viver o clube, mais do que já vive”, em todas as horas, evitando novas rusgas, discussões ou problemas internos.