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Desempenho, eficiência e confiança

Beto Lago

Publicado: 17/08/2026 às 07:34

Jogadores do Sport comemoram vitória na Ilha/RAFAEL VIEIRA

Jogadores do Sport comemoram vitória na Ilha (RAFAEL VIEIRA)

Três palavras
Três palavras deveriam servir de mantra para os clubes pernambucanos nos Brasileiros: desempenho, eficiência e confiança. E cada um sabe bem o desafio que terá pela frente. O Sport, na Série B, precisa transformar desempenho em resultado. Não basta apresentar evolução em determinados momentos. É necessário ser eficiente, principalmente na hora de decidir os jogos. A briga pelo G-6 é real, mas a competição não permite desperdícios. O time precisa convencer dentro de campo para que a confiança deixe de ser expectativa e passe a ser consequência. No Náutico, o problema é mais preocupante. O desempenho irregular já começa a comprometer a confiança. O empate com a Ponte Preta, lanterna do Brasileiro da Série B, expôs novamente as dificuldades de uma equipe que alterna bons momentos com atuações muito abaixo do que se espera. A cobrança de Hélio dos Anjos após a partida mostra que o problema não está apenas nos resultados, mas na maneira como o time vem jogando. E ele é o grande responsável por isso. O Santa Cruz, por sua vez, vive uma situação estranha: tudo caminhava para uma classificação para o quadrangular, mas a derrota para o Maranhão na Arena de Pernambuco abriu uma desconfiança enorme de sua torcida, com o time e agora com seu treinador. Cristian de Souza voltou a errar na escalação e no modo de jogar. E isso em uma reta final é perigoso demais. Nossos clubes vivem realidades diferentes, mas uma mesma conclusão: não existe confiança sem desempenho, nem desempenho que sobreviva por muito tempo sem eficiência. O Sport precisa consolidar. O Náutico precisa reagir. O Santa Cruz precisa confirmar. A reta final começa a exigir menos discurso e mais futebol.

Caldeirão ou fritura?
A distância do Náutico para o Z-4 (Avaí) caiu para quatro pontos. E amanhã tem o Ceará, que está bem atrás da classificação. Chegou a hora da diretoria cobrar os técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos. São 12 jogos e uma vitória. E se quer pensar em reação, ela tem que vim agora. O Timbu terá três dos próximos quatro jogos nos Aflitos. Ou transforma o estádio em caldeirão para os adversários, ou quem pode sair fritado é a dupla de treinadores.

Ilha em ebulição
E por falar em Caldeirão, a Ilha do Retiro ferveu para todos os lados na noite de sexta-feira. Parte da torcida vibrou com a vitória em casa, resultado que deixa o Sport na briga pelo G6. Porém, parte dos torcedores segue insatisfeita, respondendo com vaias em vários momentos da partida. Tem jogo que a vitória é fundamental. Como aconteceu na sexta. Mas, o Leão tem que transformar as chances de gols em vitórias mais fáceis e contundentes.

Favoritismo abalado
Dos três times do Estado que entraram em campo neste fim de semana, o Santa Cruz era quem carregava o maior favoritismo. Mas a equipe coral foi ineficiente e pouco produziu em campo. Ainda assim, não vejo motivos para tirar o treinador Cristian de Souza. Ele precisa colocar um rumo no time. A confiança do torcedor foi abalada, e os dois últimos jogos chegam agora com um peso enorme sobre os ombros do elenco e treinador coral.

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