Beto Lago: 'Hoje, a meta de Sport e Náutico na Série B é pela permanência'
Se dentro de campo a prioridade é atingir a meta da permanência, fora dele também será preciso corrigir as rotas
Metas e rotas
Todo início de Brasileiro de 38 rodadas é marcado por projeções de torcedores e da imprensa. Sport e Náutico começaram a Série B cercados de expectativa e apontados como candidatos a brigar na parte de cima da tabela.
Mas há quem adote uma lógica diferente: primeiro alcançar os 45 ou 46 pontos que, historicamente, garantem a permanência na divisão. Só depois pensar em objetivos maiores. Pelo futebol apresentado até aqui, essa passou a ser a realidade dos dois clubes. O que vemos neste estágio da competição é um retrato preocupante. Hoje, Sport e Náutico entram em campo para fechar o primeiro turno longe do G6.
Antes de sonhar com o acesso, precisam concentrar forças para evitar um vexame ainda maior. As contratações podem elevar o nível dos elencos, mas o problema vai muito além das peças. Na Ilha do Retiro e nos Aflitos, há sinais claros de desgaste no comando técnico. Os treinadores parecem presos às próprias ideias ou incapazes de fazer suas equipes evoluírem. E as diretorias também carregam responsabilidade por conceitos, ideias e projetos que se mostram fracassados.
Se dentro de campo a prioridade é atingir a meta da permanência, fora dele também será preciso corrigir as rotas. Pelo bem de Sport e Náutico.
Os últimos dias foram de desgaste no Náutico. Torcedores fizeram blitz na entrada do CT. Jean Carlos precisou atuar como mediador no embate entre Dodô e Hélio dos Anjos/Guilherme. As dispensas aumentaram as carências do elenco, enquanto novas contratações esbarram na crise financeira. E tudo isso às vésperas do jogo contra o Londrina, com obrigação de vencer. Após oito partidas sem vitória, o Timbu entra em campo olhando mais para a parte de baixo da tabela do que para o G6. Um cenário inimaginável no início da competição.
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Sonhando com a reação
O Sport também vive dias de pressão. Enfrenta o Goiás, fora de casa, justamente no momento em que o adversário cresceu sob o comando de Mozart Santos. Gilmar Dal Pozzo, contratado para corrigir os problemas deixados por Márcio Goiano, ainda não conseguiu dar respostas e, até agora, o rendimento da equipe piorou. Sem Benevenuto e Barletta, suspensos, o desafio aumenta. Depois de sete jogos sem vencer na Série B, só um triunfo pode devolver um mínimo de tranquilidade à Ilha do Retiro.
Antes dos discursos, os números
Nesta polêmica envolvendo a situação financeira do Sport, o primeiro passo precisa ser a apresentação dos dados da auditoria. Antes de qualquer anúncio, debate ou entrevista, o clube deve mostrar com transparência o diagnóstico real das contas. Somente a partir desses números será possível avaliar o que foi feito nos últimos anos, identificar responsabilidades e entender o tamanho dos desafios. Sem parecer uma cortina de fumaça. Principalmente em um momento delicado, com o time lutando por recuperação dentro da Série B.