Thiago Couto vive melhor momento no Sport e se firma como peça de segurança do Leão
Após empréstimo ao Vitória, goleiro voltou ao Recife para virar referência no elenco
Thiago Couto vive, enfim, a virada de chave que buscava desde que chegou ao Sport. Contratado em definitivo no fim de 2023 após passagem pelo Juventude, o goleiro demorou a se firmar na Ilha do Retiro, viveu empréstimo, perdeu espaço, voltou cercado de dúvidas e hoje é um dos principais pilares do melhor momento rubro-negro na temporada.
Com contrato até 2027, o arqueiro de 27 anos vive sua primeira sequência longa como titular do Leão. Em 2026, já são 17 partidas disputadas entre Campeonato Pernambucano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série B. Em nove delas, saiu de campo sem sofrer gols, números que ajudam a explicar a consistência defensiva construída pela equipe de Márcio Goiano.
Até a vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, pela Série B, o Sport vinha de quatro jogos consecutivos sem ser vazado. O sistema defensivo leonino se consolidou como um dos mais sólidos da competição nacional, com apenas cinco gols sofridos, atrás apenas de Juventude e Cuiabá, ambos com quatro.
Segurança e regularidade
Mais do que os números, Thiago Couto passou a transmitir segurança em um setor que viveu instabilidade no início da temporada. Regular nas atuações, seguro nas saídas e participativo com os pés, o goleiro ganhou status de peça de confiança da comissão técnica e da torcida. Salvou o Sport na Copa do Brasil, diante de Desportiva e Anápolis, ao brilhar na disputa por pênaltis.
“Fico feliz em desempenhar bem o meu papel, mas nada é de forma individual. Para alcançar bons números, dependo de toda a equipe, especialmente o sistema defensivo. Agora, é dar continuidade a esse trabalho e seguir evoluindo a cada jogo, para que, no final do ano, estejamos comemorando grandes conquistas”, afirmou o goleiro.
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A caminhada pela estabilidade na Ilha do Retiro
A trajetória até essa afirmação, porém, esteve longe de ser simples. Formado nas categorias de base do São Paulo, Thiago Couto acumulou destaque no sub-20, além da Copa São Paulo de 2019. No profissional do Tricolor, teve poucas oportunidades antes de ganhar rodagem no Juventude e, posteriormente, desembarcar no Recife.
Comprado pelo Sport junto ao São Paulo em uma negociação de R$ 2,5 milhões, Thiago Couto chegou ao Recife em 2024 cercado de expectativa após participar da campanha de acesso do Juventude à Série A em 2023. Ainda assim, não conseguiu se firmar. Naquele momento, Caíque França assumiu a titularidade rubro-negra, enquanto o arqueiro teve poucas oportunidades.
Ao longo de duas temporadas no clube, somou apenas 11 jogos antes de ser emprestado ao Vitória, em 2025, em uma negociação que levou Gabriel Vasconcelos ao Sport. Em Salvador, reencontrou sequência e desempenho. O clube baiano tentou mantê-lo para 2026, assim como o Remo também buscou sua contratação, mas o goleiro acabou retornando à Ilha do Retiro.
No início deste ano, sua permanência chegou a ficar indefinida. Thiago Couto negociava a saída do Sport após o fim do empréstimo, mas a diretoria rubro-negra conseguiu contornar a situação e manteve o atleta no elenco. De início, disputou posição com Halls, contratado para assumir a titularidade. O cenário mudou após falhas do concorrente e críticas crescentes da torcida, que passou a pedir uma oportunidade para Couto.
A retomada aconteceu justamente em um dos jogos mais decisivos da temporada. O goleiro voltou ao time titular na primeira final do Campeonato Pernambucano contra o Náutico e, desde então, não saiu mais da equipe. Hoje, depois de uma trajetória marcada por oscilações e incertezas, o goleiro parece viver o momento mais estável da carreira.