Bruno Guimarães desabafa sobre pênalti perdido na eliminação do Brasil na Copa: "Dói muito"
Volante da Seleção assume erro na cobrança desperdiçada diante da Noruega
Dois dias após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Bruno Guimarães quebrou o silêncio e fez um forte desabafo nas redes sociais. Titular de Carlo Ancelotti durante toda a campanha no Mundial, o volante assumiu a responsabilidade pelo pênalti desperdiçado na derrota por 2 a 1 para a Noruega e classificou o momento como "a pior dor" de sua vida.
O camisa 8 foi o escolhido para cobrar a penalidade sofrida por Matheus Cunha ainda no primeiro tempo, quando o placar permanecia empatado em 0 a 0. A cobrança, no entanto, foi defendida pelo goleiro Nyland.
Em um longo texto publicado nas redes sociais, Bruno afirmou que não poderia se esconder depois da derrota e fez questão de conversar diretamente com os torcedores.
"Estive sempre presente por aqui nas vitórias, nada mais justo do que me apresentar e não fugir de falar com vocês na derrota. O futebol, que me deu tudo o que eu tenho, está sendo o responsável por me fazer sentir a pior dor dos meus 28 anos de vida. Perder o pênalti e ser eliminado nas oitavas de final é duro, é sofrido, dói muito, mas será mais um obstáculo para superar", escreveu.
Apesar da frustração, o volante destacou que pretende transformar o momento em aprendizado. O jogador contou que encontrou força na família ao retornar para casa e garantiu que o sonho de conquistar uma Copa do Mundo segue vivo.
"Assumo a minha responsabilidade, como sempre fiz, e não é agora que seria diferente. O sonho não acabou. Ele segue vivo no meu coração e no de milhares de apaixonados pelo nosso país. Tempo agora de refletir, recuperar as minhas forças junto da minha família e voltar ainda mais forte", completou.
Ancelotti explica escolha por Bruno
Após a partida, Carlo Ancelotti explicou por que escolheu Bruno Guimarães para a cobrança, mesmo tendo Vinicius Júnior em campo. Segundo o treinador, a decisão foi baseada em um levantamento técnico realizado pela comissão durante o ciclo da Seleção.
"Fizemos uma estatística de um ano dos nossos jogadores. O melhor batedor da seleção era o Raphinha. Naquele momento, no campo, o melhor era Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães e depois Martinelli. Escolhemos o Bruno porque pensamos que era o melhor no campo", justificou o treinador italiano.
Vinicius Júnior também saiu em defesa do companheiro e negou qualquer recusa em assumir a cobrança.
"O treinador decide antes quem vai bater. Ele escolheu o Bruno. Nunca fui vaidoso. Nunca quis a artilharia da competição e por isso o Bruno bateu. Ele batia melhor do que eu, e por isso o Mister escolheu ele. Nunca fugi da responsabilidade", afirmou.