O fim da Era Neymar: Como o maior artilheiro da Seleção se despediu em um vexame
amisa 10 anuncia adeus após eliminação para a Noruega. Com lesão omitida, números inflados em amistosos e falta de ritmo, o símbolo de uma geração se despede sem a Copa do Mundo
O símbolo de uma geração que falhou, Neymar se despediu da Seleção Brasileira em um fim melancólico. Eliminado pela Noruega com uma derrota por 2 a 1, o camisa 10 encerrou sua história com a Amarelinha em um episódio que resume sua Copa de 2026: a total desconexão com a realidade.
O poético é que, para ele, tudo termina no mesmo lugar que começou: MetLife Stadium, 16 anos depois. A estreia do então camisa 11 aconteceu justamente no mesmo estádio, contra os Estados Unidos, em 9 de agosto de 2010, quando ele marcou um dos gols da vitória por 2 a 0.
A situação é retratada perfeitamente pela lesão de grau dois que ele sofreu na panturrilha, informação omitida pelo departamento médico do Santos. No fim das contas, o camisa 10 não tinha condições de jogo, demorou um mês para se recuperar e, quando foi acionado, ficou calro que estava fora de ritmo.
A melancolia é aparente, ainda, na discussão com o goleiro antes e depois do pênalti. Após marcar o gol e com o Brasil perdendo por 2 a 1, o camisa 10 e 'dono' do time prefere perder tempo entrando em entrevero com o goleiro adversário ao invés de buscar a bola e tentar um, ainda que improvável, empate.
QUAL O LEGADO DE NEYMAR NA SELEÇÃO BRASILEIRA?
Após 16 anos defendendo a Seleção, o peso do legado de Neymar levanta sérios questionamentos. Individualmente, os números são superlativos: 130 jogos, 80 gols e 59 assistências. Ele ultrapassou Pelé como o maior artilheiro da história do Brasil e se igualou ao Rei como o único a marcar em quatro edições de Copa.
Ao destrinchar os números pela Seleção Brasileira, por outro lado, 46 dos gols e 30 das assistências que ele fez vieram em amistosos.
No entanto, o balanço coletivo da sua era é de frustração. Em termos de troféus, as conquistas se resumem ao inédito Ouro Olímpico (2016) e à Copa das Confederações (2013) — torneios de peso secundário e pouca relevância diante da exigência histórica da Seleção Brasileira.
No palco principal, onde os ídolos nacionais se consagram, a história de Neymar foi marcada por quedas nas fases decisivas: parou diante da Bélgica (2018), da Croácia (2022) e, agora, no vexame contra a Noruega em 2026.
No fim das contas, uma história que tinha tudo para terminar com um final feliz, tem uma página triste para fechar o livro.